Para não errar na escolha dos insumos e das sementes utilizadas, estar bem informado e ter o apoio de uma assistência técnica são fundamentais, afirmam produtores. ''Agricultor e técnico têm que conversar para ajustar as escolhas'', ressalta Pedro Yssamu Takahashi. Ele plantou na Fazenda Santa Rosa, em Marilândia do Sul (34 km ao sul de Apucarana), quatro cultivares de soja em 1 mil hectare (ha).
Além de dois materiais tradicionais, o BRS 184 e o BRS 232, que cultiva porque já conhece, a escolha das variedades TMG 1066 RR e NK 7059 RR se deu com a ajuda de um agrônomo. E o resultado desse trabalho tem sido positivo, pois a média de produção tem ultrapassado os 3,5 mil por ha. Com rendimentos maiores, de 3,7 mil quilos por ha, na TMG 1066 RR. ''A gente precisa apostar em novidade para não ficar ultrapassado'', acrescenta Pedro Yssamu.
Como sua propriedade está instalada em uma região alta, a quase mil metros de altitude, Pedro, assim como o irmão Minoru Takahashi, optou por alguns materiais de ciclo precoce e tolerantes ao acamamento. ''Estou arriscando, buscando variedades novas, modernas, que combinem com o solo da minha propriedade. Tudo por mais produtividade'', frisa Minoru.
Na Fazenda Takahashi, também em Marilândia, foram plantadas quatro cultivares da oleoginosa em 600 ha, quase todas pela primeira vez. A Igra®MDBO¯ ®MDNM¯626, de ciclo curto, tolerante ao acamamento, folhas estreitas (que facilita a aplicação de fungicida), é que tem dado melhor resposta. Foram produzidos 4,1 mil quilos por ha. ''Essa variedade tem de três a quatro grãos por vagem, é muito boa'', ressalta. ''Mas não estaciono, estou sempre buscando coisas novas. Para isso, sempre me informo e invisto em tecnologia'', comenta Minoru, destacando que como ele planta para produzir sementes, tem que cultivar variedades de boa qualidade.
Na Fazenda de Ademar Uemura, em Mauá da Serra (54 km ao sul de Apucarana), na metade dos 900 ha foi cultivada soja e, no restante, milho. Uemura optou por três variedades da oleaginosa: CD 202, já conhecida, e NK 7059 RR e RA 516, pela primeira vez. ''Escolhi essas variedades porque conheço produtores que já haviam plantado e por orientação técnica'', diz o produtor, ressaltando que alterna materiais para melhorar a estabilidade da produção.
O agrônomo e também produtor Flávio Massao Yamamoto também apostou em novidades. No sítio Yamamoto, em Rio Bom (45 km ao sul de Apucarana), plantou cinco variedades de soja em 340 hectares, uma delas, a M 6009 RR da Monsanto, é lançamento. O resultado de algumas têm sido muito bom, como a Tropical (da TMG) que rendeu 4,2 mil quilos por ha.
Yamamoto, que é técnico da Sementes Mauá e conhece bem o segmento, afirma que para a safra ter bom rendimento, assistência técnica é fundamental, além estar sempre bem informado sobre o que acontece no meio. ''A gente que é técnico também precisa estar sempre por dentro das novidades e ter muito conhecimento sobre os nossos produtos porque repassamos informações'', argumenta. (E.Z.)

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