O fenômeno El NiÀo e a situação estacionária de frentes frias sobre determinadas regiões são os causadores das chuvas fortes no Paraná e em outras regiões. Em apenas cinco dias, 22 a 27 de janeiro, quase todas as regiões do Estado receberam mais chuvas do que nas três primeiras semanas do mês.
Londrina registrou alto índice pluviométrico nesse período: 207,2 milímetros, de acordo com o Simepar, o que corresponde a 82% das chuvas registradas em todo o mês. Em Curitiba, o período concentrou quase 50% das chuvas registradas no mês, assim como Guarapuava e no Litoral. Em Antonina, que fica ao lado de Morretes, bastante prejudicada no fim de semana passado pelas fortes chuvas na Serra do Mar, registrou 357 mm de chuva até 27 de janeiro, acima da média mensal de 285 mm.
Nas regiões Oeste não foram registradas muitas chuvas no período. ''Essa é uma época crítica, porque sempre ocorrem pancadas de chuvas por causa do verão, mas não se esperava a chuva contínua e o tempo fechado, que não permite que as raízes sequem'', observou o engenheiro agrônomo José Américo Righetto, da Emater.
De acordo com o metereologista Itamar Moreira, o El NiÀo se caracteriza pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, o que provoca mudança na circulação atmosférica e causa mais precipitações na região Sul do Brasil e seca no Nordeste. ''O El NiÀo é um dos principais causadores dessa condição climática, mas a situação que atingiu tanto o Paraná como outras áreas da Região Suedeste ocorreu por causa de frentes frias estacionárias'', explicou. (R.F.)

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