Influência do clima
Só no Paraná são 10 mil hectares plantados com banana, com uma produção média de 25 mil kg/ha. A produção paranaense, considerada baixa, poderia estar acima dos 30 mil quilos, se os investimentos em tecnologia fossem maiores. Ainda hoje, o estado se depara com áreas de plantas mais velhas, e exploração extrativista. Há lavouras em que a média não passa dos 18 mil quilos/ha. ''Em áreas mais novas, com uso de tecnologia, melhores condições de topografia e fertilidade do solo, os produtores conseguem colher até 50 mil quilos/hectare'', diz o técnico da Emater.
Além da tecnologia e do controle da doença, os produtores precisam contar com a contribuição da natureza. No início do ano um vendaval arrasou algumas lavouras do município, derrubando também a média de produção. Como é o caso do produtor Marco Tetsutaro Outuki que perdeu as 25 mil bananeiras distribuídas em 22 hectares dedicados à cultura. A vigilância diária contra a sigatoka e os investimentos na fertilidade do solo permitiram-lhe a média de produção de até 50 mil quilos/ha.
Outuki renovou a lavoura e em fevereiro deverá colher cerca de 30 mil quilos/hectare. A produção só não deve ser maior por causa da estiagem que afetou o estado desde julho.
Mesmo com a lavoura renovada, o produtor continua enfrentando o ataque da sigatoka negra, mas o controle é rigoroso na propriedade. Graças a esses cuidados e ao manejo correto, no final de 2008 a produção deve atingir novamente os 50 mil quilos/ha. ''Estamos animados outra vez. Controlamos a doença e esperamos não ter mais surpresas com o clima''.
Outro produtor que também teve perdas com o vendaval foi Luís Gustavo Dalossi Guiciardi. Nos 12 mil pés de banana da propriedade de sete ha, que passavam pelo controle da Sigatoka-negra, cuja produção esperada era de dez mil caixas, foram colhidas pouco mais de mil caixas. Mas ele continua apostando na cultura e espera começar a recuperar os prejuízos com a colheita em dezembro, que também deve atingir a média da região. ''O controle da doença é importante. Economizamos com o fungicida e não agredimos tanto a natureza'', afirma o produtor.
Apesar da produção das lavouras ainda não estar no índice ideal, os produtores comemoram os preços praticados no mercado. Hoje a caixa de 23 quilos está sendo comercializada a R$ 7,50, enquanto o custo de produção é de R$ 3.





