O presidente da Associação Brasileira de Sementes (Abrasem), Narciso Barison Neto, afirma que a resistência à tecnologia Bt é prejudicial tanto para os produtores quanto para as indústrias que detém a tecnologia. "É evidente que o aparecimento de casos de resistência, como tem ocorrido no Mato Grosso, preocupa", destaca.
Barison Neto afirma que a associação já entrou em contato com as empresas detentoras da tecnologia que foram questionadas pela Aprosoja. O próximo passo, frisa o presidente, é saber o que aconteceu e reforçar as boas práticas de produção. Contudo, segundo ele, as empresas já estão tomando as devidas providências.

Ações
Nelson Harger, coordenador estadual do Projeto Grãos do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), afirma que o Bt é apenas mais uma ferramenta dentro de Manejo Integrado de Pragas (MIP), não devendo ser adotado de forma isolada. "É necessário estabelecer dentro do programa áreas de refúgio", destaca o especialista.
Para Harger é necessário manter a tecnologia por meio de ações recomendadas pelo MIP até para reduzir os custos de produção. "Quanto maior o tempo de mercado de uma tecnologia, menor será o preço", salienta. O especialista observa que novas tecnologias são muito caras, por isso é necessário manter as que já estão disponíveis.
Para Harger, o agricultor não está fazendo o dever de casa; muitos não adotam refúgio e as boas práticas recomendadas pelo MIP. Ele frisa que alguns eventos transgênicos não estão sendo eficientes em algumas propriedades paranaenses. "O produtor precisa instalar as áreas de refúgio", reforça o coordenador, reiterando que muitos produtores reclamam que a falta de sementes convencionais no mercado inviabiliza a adoção do refúgio. (R.M.)

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