As exportações brasileiras de produtos lácteos renderam ao País US$ 11,5 milhões em janeiro deste ano, um crescimento de 258,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O volume exportado foi de 6,6 mil toneladas, com destaque para o leite em pó, cujas remessas somaram receitas de US$ 7,7 milhões.
Outros derivados também obtiveram sucesso nas exportações, caso do leite condensado, que arrecadou US$ 1,5 milhão, e dos queijos, que renderam US$ 2,1 milhões ao Brasil. Destaque também para a venda de 830 toneladas de queijo mussarela, que acrescentou US$ 1 milhão aos cofres nacionais.
De acordo com a engenheira agrônoma do departamento técnico e econômico da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Maria Silvia Digiovani, o preço pago ao produtor paranaense continua estável e a projeção para fevereiro é de leve alta.
O incremento das exportações combinado ao início do período de entressafra estimula os preços, já que há falta do produto no mercado. ''A oferta está apertada e as indústrias estão disputando a matéria-prima, por isso não há tendência de queda nos preços'', analisa.
A reunião do Conselho Paritário de Produtores e Indústrias de Leite do Estado do Paraná (Conseleite), realizada na última terça-feira, apontou que o valor indicado para a remuneração do leite padrão em fevereiro será de R$ 0,4686/litro, enquanto o preço do leite acima do padrão está estimado em R$ 0,5389/litro. Já para o leite abaixo do padrão, com menor valor de referência, a cotação é de R$ 0,4260/litro.
Apesar do forte crescimento das exportações, houve também em janeiro um grande aumento nas importações do segmento, ressalta Maria Silvia. As compras de 6 mil toneladas de produtos lácteos no exterior geraram despesa de US$ 12 milhões, contra US$ 7,6 milhões em igual mês de 2004.
No mercado interno, o Paraná continua sendo um grande fornecedor de leite para outros Estados, principalmente para São Paulo. ''A seca dos últimos dias não irá prejudicar o produtor de leite, que deverá receber mais pela matéria-prima, em falta no mercado'', reforça Maria Silvia.
Ela lembra que pela primeira vez, em 2004, o País conseguiu deixar de ser um grande importador de lácteos e passou a gerar excedente para exportação. ''Ganhos em qualidade e competitividade permitiram a conquista do mercado internacional'', assinala.

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