A Exposição de Londrina é um centro de negócios. Entre um pavilhão e outro, o empresário aproveita para ver as novidades em veículos e equipamentos. O final da colheita da soja injetou um volume considerável de recuros na economia, capitalizando os produtores e despertando o interesse das indústrias de máquinas.
Dos 244 expositores, 49 são do ramo da indústria e comércio. Neste ano as empresas da linha comercial vão ocupar mais espaço. ''Elas vieram firme atrás desse dinheiro da soja'', comenta o diretor-comercial da Sociedade Rural do Paraná, Sérgio Batista.
Para Batista, a vinda delas só fortalece a exposição. ''Todas as grandes empresas do setor estarão presentes. Elas são um grande trunfo na parte de vendas e o público gosta de toda essa modernidade, pois são máquinas bonitas de se ver'', comenta o diretor.
Uma dessas empresas é a Jumil, de Batatais (SP), que montou um estande de 350 m2 para mostrar sua linha de plantadeiras, distribuidores de fertilizantes e máquinas para trato pecuário.
O destaque da indústria paulista é uma máquina para plantar almeirão, cenoura, rabanete e outras hortaliças no próprio canteiro. Ela é a única produzida no País e custa de R$ 20 mil a R$ 30 mil. Além dela, também estará exposta uma plantadeira para soja com sistema a vácuo e 12 linhas de plantio, com preço estimado em R$ 130 mil.
Para o presidente da empresa, Rubens Morais, é importante estar presente no evento para divulgar sua marca no Estado e vender seus produtos. ''O Paraná é um excelente mercado. Estamos entrando agora em parceria com a Coooperativa Integrada, de Londrina. Esperamos vender em torno de R$ 2 milhões em equipamentos nos dez dias de feira'', estima.
Para os produtores, a expectativa de negócios aumenta com a liberação de recursos do governo para o Programa de Modernização de Frota de Tratores Agrícolas, Implementos Associados e Colheitadeiras, o Moderfrota.
O objetivo desse programa é financiar a aquisição de tratores e implementos a juros de 9,75% ao ano para agricultores com renda até R$ 150 mil e 12,75% ao ano para aqueles com renda superior. O prazo de pagamento para tratores é de 5 anos e para colheitadeiras o período é de 6 anos.
Esses recursos podem alavancar a venda de máquinas durante a exposição. ''Apesar de estarmos no final da colheita, muitos produtores recorrem a esse tipo de financiamento para renovar sua frota. O Moderfrota é muito importante e veio em boa hora'', comenta o presidente da Jumil.

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