Para o pecuarista Carlos Sella, os insumos e as mudas são os itens mais caros do custo de produção. Para diminuir os gastos, ele produz as próprias mudas. Apenas dois funcionários cuidam da pequena floresta que, segundo o produtor, ‘‘não dá trabalho’’.
  Antes de plantar a árvore, é feito o dessecamento e a roçagem do mato, além da adubação do solo. Como o corredor de plantio encontra-se numa área alta e chuvosa, o cultivo de árvores é favorecido. ‘‘Ainda assim a ocorrência de geadas pode atrapalhar o crescimento da floresta’’, alerta.
  A madeira, ressalta Sella, pode ser vendida para indústrias de papel e celulose e moveleira. ‘‘Normalmente as árvores são vendidas ainda em pé, mas a madeira também pode ser comercializada em forma de carvão’’, diz.
  Segundo o pecuarista, a transformação em carvão agrega valor à produção. Hoje, a lenha é vendida, em média, a R$ 25 o metro cúbico (m3), enquanto o carvão é comercializado a cerca de R$ 310 m3. ‘‘Minha idéia é industrializar o carvão na fazenda. Quem sabe criar uma parceria com outros produtores da região para comprar o equipamento’’, anuncia Sella. No entanto, faltando cinco anos para o primeiro desbaste dos eucaliptos, o produtor ainda quer ‘‘estudar todas as opções de venda da matéria-prima antes de fechar negócio’’. (M.G.)

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