Industrialização agrega valor à atividade
De acordo com o técnico do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão ligado à Secretaria Estadual de Agricultura e do Abastecimento (Seab), Enio Luiz Debarba, o mercado de fécula vem trazendo um retorno muito bom para a indústria. Atualmente, a saca de 25 quilos de fécula está em torno de R$ 33. Já o preço da saca de 50 quilos da farinha crua custa por volta de R$ 54. ''A fécula tem uma diversidade de aproveitamento muito grande. Muitos produtos derivados têm alto valor agregado como vernizes e itens para indústria alimentícia'', completa.
A fecularia Podium de Paranavaí tem uma boa parte de sua produção voltada para as indústrias de pães de queijo. Ivo Pierin, proprietário da empresa, destaca que o consumo por esse alimento tem crescido muito no País, gerando um novo nicho de mercado para as fecularias. ''Com a fécula dá para fazer não só pães de queijo, como bolos, massas em geral e sobremesas'', salienta. Pierin completa que além da indústria alimentícia, o setor de papel e celulose também tem demandado altas quantidades da matéria-prima. Atualmente, a Podium distribui a fécula para todo o Brasil e parte da América Latina.
Dados numéricos
De acordo com dados da Embrapa, estima-se que 22,1% da produção nacional de mandioca seja destinada à produção de farinha, 10,0% à produção de fécula e 2% ao consumo in natura, como mandioca de mesa (macaxeira ou aipim). No Paraná 70% da produção é destinada para a transformação da fécula. Números da Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (Abam), apontam que o País produz por ano 26 milhões de toneladas do tubérculo.






