Indústria quer crescimento da mandioca no Noroeste
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sexta-feira, 20 de junho de 2003
Reportagem Local 
O Seminário da Cultura da Mandioca, em Paranavaí, na semana passada, com a presença ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e do vice-governador e secretário de Agricultura, Orlando Pessuti, discutiu políticas de incentivo à produção da matéria-prima. Foram apresentadas duas reivindicações: a criação da Câmara Setorial Nacional da Mandioca e instalação do Centro de Tecnologia da Mandioca.
No Noroeste, onde está concentrada maior área de produção, na safra 2002/2003 foram 29.772 ha para a produção de 625 mil toneladas, 19,5% menor que a safra anterior (777 mil t em 37 mil ha).
Para evitar a falta de matéria-prima a Associação Brasileira da Indústria de Amido (Abam) lançou o programa Plantio Responsável.
O Plantio Responsável é sustentado por produtores e indústrias. João Eduardo Pasquini, presidente da Abam, explica a proposta é firmar contratos de garantia de fornecimento, assegurando ao produtor um preço mínimo de R$ 100,00/t durante a safra 2003/2004.
A iniciativa, segundo Pasquini, não impede o pagamento superior pela tonelada, quando os preços de mercado estiverem em alta.
Como o preço mínimo da raiz de mandioca amparado com empréstimo do governo federal é de R$ 54,00/t e o custo de produção fica em torno de R$ 80,00, o programa permite cobrir a diferença e obter margem de lucro em época de mercado em baixa, de acordo com informações da entidade.
Segundo a Emater Paraná, a mandiocultura envolve diretamente 30 mil produtores rurais, que plantam para subsistência de suas famílias, alimentam suas pequenas criações e contribuem no fornecimento de matéria-prima às indústrias.
O agrônomo Antônio Souza dos Santos, gerente regional de negócios da Emater de Paranavaí, destaca a importância da cultura na ocupação de mão-de-obra. Cada hectare de mandioca emprega por ano um homem durante 40 dias. A região de Paranavaí, segundo ele, e mais 29 municípios, é responsável por 25% da produção estadual.


