De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Paraná (Sindileite), Wilson Thiesen, os 118 mil produtores que compõem o setor produtivo no Paraná estão sendo orientados pela indústria sobre o cumprimento dessas novas mudanças. ''Vamos conseguir cumprir as exigências internacionais em breve'', assinala.
Luiz Augusto Pesal, técnico do Emater, destaca que o Centro-Sul do Paraná é a região que terá a maior dificuldade em atender a normativa. ''Em toda a pecuária leiteira, não só na região, há um fluxo de entrada e saída muito grande da atividade. Isso prejudica a padronização do ciclo produtivo. O governo está fazendo o papel dele, até porque o País precisa se adequar às normas internacionais se quisermos começar a exportar o produto'', afirma.
A agroindústria terá um papel fundamental na implantação do processo de modificação do novo sistema. Renato José Beleze, diretor da Confepar Agro-Industrial Cooperativa Central, indústria de processamento de leite de Londrina, anuncia que a empresa já está fazendo um trabalho de conscientização de seus cinco mil fornecedores.
''Fazemos treinamentos com produtores e carreteiros que transportam o leite. Aqueles criadores que investem na melhoria de produção, certamente receberão o retorno, pois terão um rendimento melhor'', afirma. Beleze aponta que os produtores paranaenses estão preparados para esta mudança da normativa.
Questionado pela Folha sobre uma possível pressão por parte das indústrias para baixar os preços pagos aos produtores, Beleze respondeu que quem define preços é o mercado e não a indústria. Hoje a Confepar processa 600 mil litros de leite por dia, transformados em leite em pó, pasteurizado, longa vida, creme de leite, mantega, achocolatados e bebidas lácteas. Cerca de 5% dos produtos são exportados e o restante vai para o mercado interno: Paraná, Santa Catarina e São Paulo. (R.M.)

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