O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos Para Defesa Agrícola (Sindag) começou a vincular campanha de combate à pirataria e ao contrabando de produtos. ‘‘Herbicida falsificado ou contrabandeado é um mau negócio para você e a sociedade.’’ Este é o mote da campanha publicitária.
A iniciativa visa a denunciar o crescimento das ações de pirataria, falsificação e contrabando de agrotóxicos, que de acordo com o Sindag, vêm ocorrendo no Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A campanha é direcionada à agricultores e distribuidores de agrotóxicos e tem como objetivo conscientizar esses públicos de que a utilização de herbicidas contrabandeados ou pirateados é crime.
A ‘‘economia’’ obtida pelo uso de produtos ilegais, segundo dados do Sindag, representa até no máximo 2% do custo total de produção e expõe o agricultor a riscos diversos. A campanha de alerta do Sindag quer convencer o agricultor que o contrabando só beneficia os contrabandistas. O Sindag também colocou à disposição da população um Disque-Denúncia, por meio de do serviço 0800 (0800 940 7030), para receber informações sobre pirataria, falsificação e contrabando de agrotóxicos. As informações obtidas serão imediatamente transmitidas à Polícia Federal e os denunciantes terão sua identidade preservada. A veiculação da campanha vai até o mês de dezembro, nas regiões onde o comércio ilegal vem crescendo e será feita em outdoors, anúncios em mídia impressa - grande imprensa e veículos regionais -, comercial de TV, vídeo informativo, Internet e materiais de suporte, como banners e brindes educativos.
Estimativas do setor de produção de agrotóxicos dão conta de que o comércio ilegal de produtos deve inibir movimentação de valores próximos a US$ 20 milhões este ano, sobretudo em tributos fiscais e encargos, além de receitas das empresas. Os ‘‘piratas’’ e contrabandistas se valem de marcas comerciais de reconhecida qualidade, registradas nos Ministérios da Saúde, da Agricultura e no Ibama, e as falsificam com o objetivo de vender a preços inferiores aos dos produtos originais. O agricultor compra gato por lebre. Com isso, coloca em risco a sua própria lavoura - ao fazer pulverizações com insumos manipulados em fundo de quintal, sem qualquer referendo técnico e potencialmente perigosos; e fica na mira da Polícia e da Receita Federal.

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