Indústria comemora um bom ano
A estiagem que atingiu as principais regiões produtoras de batata em todo País fez com que as indústrias brasileiras importassem a matéria-prima. Neste ano, com a volta da produção aos níveis normais, a indústria começa a respirar um pouco mais aliviada. Rogério Pena Chineze, diretor da área de alimentos da Pratic Leve, fabricante de batata frita sediada em Ibiporã (Norte), afirma que a oferta e a demanda está normal neste ano.
A indústria processa 25 toneladas por dia, produzindo cortes tradicionais, extrafino e batata palha. Ao todo, a empresa atende 12 estados brasileiros. Devido à falta de oferta de matéria-prima no ano passado, a fábrica teve que importar batatas da Argentina, o que encareceu os custos de produção.
Chineze explica que a batata voltada para a indústria é de qualidade diferente se comparada ao produto de mesa. Segundo ele, por não precisar de um bom acabamento, o tubérculo que irá ser processado necessita de uma menor quantidade de defensivos agrícolas. A batata que abastece a Pratic Leve é proveniente das regiões de Castro (Campos Gerais) e Guarapuava (Sul). Quando a demanda da indústria requer uma maior quantidade de matéria-prima, são realizados contratos com produtores de São Paulo e Minas Gerais.
O diretor explica que a cadeia produtiva da batata no Paraná é bastante profissionalizada. "Desde o plantio até a colheita, todo o processo é mecanizado", diz Chineze, explicando que a batata chega a granel na indústria pronta para ser processada. O diretor lembra que a lucratividade do agricultor nessa relação com a indústria depende muito do bom potencial de produção da área a ser cultivada com o tubérculo.
Para vender para as indústrias, Chineze conta que os bataticultores se unem em associações ou cooperativas com o objetivo de melhorar o potencial produtivo de cada um. A Pratic Leve chega a pagar ao produtor por volta de R$ 50 a saca de 50 quilos de batata. (R.M.)





