Indústria aposta nos carboquelatos
Otimizar a criação a pasto é uma saída econômica e prática, segundo os empresários do setor pecuário nacional. Investimentos na suplementação animal garantem o fim do boi-sanfona, marca registrada da pecuária brasileira. Segundo o zootecnista Marcos Baruselli, da Tortuga, as consequências da deficiência em minerais vão desde perdas no desempenho zootécnico com queda dos parâmetros reprodutivos , até enfermidades de origem nutricional ou morte do animal.
De acordo com o zootecnista, das deficiências minerais que afetam a reprodução de bovinos sob condições de pastejo, a de fósforo é a mais generalizada e de maior importância econômica no Brasil, em virtude do elevado custo de sua suplementação.
Avanços no campo científico da nutrição animal permitiram o desenvolvimento de fontes minerais denominadas complexos metal-polissacarídeos ou carboquelatos, capazes de potencializar a ação do sal mineral. Segundo Baruselli, animais suplementados com carboquelatos registram aumento da produção da população microbiana do rúmen, melhor digestão das pastagens e maior ingestão de matéria seca.
O custo dos suplementos orgânicos, calcula o zootecnista, é até 15% maior. ''Mas o investimento se paga, pois o benefício trazido ao rebanho é superior ao gasto com a mineralização'', diz. Ele defende a alimentação à pasto suplementada. ''Enquanto o animal consome até 3 quilos de ração por dia, a necessidade de sal mineral é de apenas 150 gramas diárias'', finaliza. (M.G.)





