Na região de Londrina a média de ocorrência de IBR nos rebanhos tem sido em 65% dos animais. Noventa por cento das 200 propriedades, já analisadas por profissionais do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva da Universidade de Londrina, têm animais positivos e não vacinados para IBR. O veterinário Amauri Alfieri acredita que, em condições normais de campo, o alto índice impede a adoção do manejo proposto pelas pesquisadoras paulistas.
Mesmo sendo uma forma de controle, nos rebanhos onde o índice é alto, isto significaria acabar com quase todos os animais e inviabilizar o negócio do criador. Além disso, o fato de separar os animais em lotes demandaria mais mão-de-obra e aumento de custos. Em muitos casos a melhor saída é vacinar.
A vacina não impede a infecção, mas ameniza os sintomas clínicos, impedindo grandes quedas de produção. A época adequada de vacinação é na pré-cobertura das fêmeas, e isto vai depender do esquema de cada fazenda, da estação de monta programada.
PrejuízosOs prejuízos diretos causados pela IBR na área reprodutiva, segundo o veterinário Alfieri, vão desde a repetição do cio a intervalos irregulares, à morte de embriões e nascimentos de animais fracos, com grandes chances de morte nos primeiros dias de vida. Podem ocorrer também problemas respiratórios nas crias dos 30 aos 60 dias de idade ou mais tardiamente, por volta dos 5 ou 6 meses.
Em propriedades onde o vírus circula e se vacina a mãe, o bezerro fica protegido. A partir dos 4 a 6 meses de idade, quando já passou da fase de perigo para problemas respiratórios, é preciso cuidado com infecções secundárias. Os animais podem também sofrer refugo no desenvolvimento. Com cuidados necessários, conseguem recuperar-se.
Outro problema causado pelo vírus é a vulvovaginite e a infertilidade temporária, provocando, com grande frequência, problemas econômicos. Outro quadro é o de sintomas nervosos, o que em alguns casos fica clinicamente impossível de distinguir de doenças como a raiva, por exemplo.(C.B.)

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