O incentivo e apoio resultam na concretização de projetos. Prova disso é o projeto ''Mão na terra'', desenvolvido com seis famílias de Cambé pela Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Solidários (Intes), coordenado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) com apoio da secretaria de Ciência e Tecnlogia do Paraná (Seti) e Universidade Sem Fronteiras.
Seis famílias mantêm uma horta comunitária de produtos orgânicos, ação que atende ao objetivo do projeto em gerar renda. Parte da produção é vendida na própria UEL e tem clientes cativos. Toda sexta-feira hortaliças e legumes são vendidos rapidamente para a comunidade universitária, atraída pela qualidade e aparência dos produtos.
Para a produtora Cândida Maria Anselmo a dedicação à horta trouxe dois benefícios. ''Tive um filho com problemas de saúde e precisei mudar a alimentação, usando produtos sem agrotóxicos'', conta. Além de resolver o problema, a família consegue renda para se manter. José Borges, de 44 anos, que já trabalhou como borracheiro e frentista de posto, encontrou na horta também a oportunidade de enfrentar o alcoolismo. ''Minha vida mudou muito'', conta. José Antônio Pereira Correa decidiu voltar às origens da família: deixou o trabalho numa oficina mecânica e agora se dedica à implantação dos canteiros na horta.
A incubadora do UEL permite o desenvolvimento de projetos na área de costura, pachtwork, papel reciclado e ervas medicinais, entre outros. Abre oportunidade para estudantes e profissionais recém-formados de administração, economia, agronomia, comunicação, psicologia, serviço social e design. ''É uma oportunidade de manter contato direto com a comunidade, orientada por professores, e aprofundar conhecimentos em gestão e execução de projetos'', avalia Geise Cristina Alves, recém-formada em serviço social. ''Sempre me interessei pelo terceiro setor e é importante atuar nos projetos incubados; aprendemos com eles (produtores)'', diz Lorène Monique Lairé, de relações públicas. (R.C.)

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