Incentivos fiscais estimulam avicultura
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sexta-feira, 28 de maio de 2004
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
Os avicultores paranaenses receberam uma boa notícia que deverá impulsionar o setor nos próximos meses: o governo federal decretou alíquota zero para a Cofins e para o Programa de Seguridade Social (PIS) nas transações entre produtores e varejistas.
Para não prejudicar o consumidor, os produtores arcavam com os tributos que, somados ao alto preço dos insumos, inviabilizavam a produção, levando ao fechamento de muitas granjas no Estado. Para o presidente da Associação Paranaense de Avicultura (Apavi), Claudio Casagrande, o mercado paranaense ainda está complicado. ''Como o destino do milho é o mercado externo, o preço do insumo no Paraná ainda é mais alto que em outros estados. Além disso, aqui não há isenção para o ICMS'', reclamou.
Mas, apesar da situação do mercado ainda ser difícil, o Paraná ampliou sua participação na produção nacional de 2003, respondendo por 20,7% do total de frangos de corte produzidos no Brasil. Isto só foi possível porque a produção paranaense atingiu o maior nível de sua história, 1,624 milhão de toneladas.
O desempenho positivo da avicultura paranaense ocorreu em função do aquecimento do mercado interno e da conquista de novos destinos internacionais, impulsionada pelo excelente controle sanitário brasileiro.
Segundo o veterinário Odilon Douat Baptista Filho, chefe da seção de sanidade agrícola da secretaria estadual de Agricultura, as aves brasileiras estão livres de doenças graças à vigilância padronizada pelo Programa Nacional de Sanidade Agrícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). ''O Paraná é o único estado que possui uma equipe que monitora a produção de aves e ovos desde 1991'', disse.
Oito veterinários monitoram a cada três meses os plantéis de avozeiros, matrizes e incubatários avícolas, certificando-os conforme as regulamentações do Mapa. ''Este programa vem sendo relançado pelo governo desde 1983 e envolve a participação das empresas, que trabalham preventivamente no combate a doenças'', explicou o veterinário.
Produção Em 2003, foram abatidas no país 3,7 bilhões de aves, um crescimento de 2,7% comparado a 2002. Na conversão por carne de frango, a produção brasileira atingiu 7,8 milhões de t, crescendo 4,3% em relação ao ano anterior.
Já a produção de ovos foi de 22,5 bilhões de unidades, sendo o Paraná o terceiro maior produtor nacional, com 3,1 milhões de poedeiras comerciais e 4,8 milhões de caixas de 30 dúzias.
Livre de doenças, o Brasil exportou, em 2003, 1,9 milhão de t de carne de frango, um aumento de 27,2% na receita cambial, cerca de US$ 1,7 bilhão. O Paraná foi responsável por 25,6% das exportações de carne de frango, perdendo apenas para Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Cerca de 8% da produção paranaense de ovos é destinada ao mercado internacional, sendo o Japão o principal destino do produto. Mais de 95% das exportações referem-se a ovos industrializados, nas formas líquida ou em pó, enquanto os 3% restantes são ovos em casca.
Preços No Paraná, os preços dos ovos aumentaram para o produtor (granja) e para o atacado, o que gerou uma oferta apertada em relação à procura por parte dos atacadistas (distribuidores).
No varejo paranaense, devido ao baixo poder de compra dos consumidores, os preços não tiveram o mesmo comportamento, apresentando quedas e níveis inferiores aos vigentes no mesmo período de em 2003, fato que se repetiu no restante do país.


