Incentivo à piscicultura
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quinta-feira, 10 de abril de 2014
Samara Rosenberger Equipe Bonde 
Um aglomerado de pessoas próximo à selaria logo denuncia que há uma novidade. O mega aquário de 15 mil litros com visão para os quatro lados é uma das grandes atrações da 54ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina e tem chamado a atenção dos visitantes. "A ideia é fomentar a piscicultura para que o público conheça o papel do criador e sua função. Afinal, é por meio dele que o consumidor tem o peixe na mesa", afirma o diretor de aquicultura da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Ricardo Neukirchner.
As crianças logo ficam encantadas. Rebeca Lança tem oito anos e ficou fascinada pelos peixes. "Vim com meu pai e minha mãe e achei o aquário muito legal. Eu gostei dos grandes", diz a menina. A mãe trouxe a filha pela primeira vez na exposição deste ano. "É muito bacana conhecer como são os peixes. A maioria a gente só conhece por nome", afirma Edna Lança, microempresária de Londrina.
O diretor de aquicultura comemora o sucesso e diz que o interesse dos pequenos s é benéfico porque influencia na educação. "Isso traz consequências futuras. Quando a criança começa a gostar da natureza desde cedo, com certeza vai ter uma educação ambiental".
Tilápia, pintado, cachara, pacu e dourado são alguns peixes que podem ser vistos dentro do aquário. "Trouxemos a tilápia porque é o peixe mais consumido no Brasil e no mundo, até por ter um filé sem espinho e sabor suave", explica. Mas logo se vê que o pirarucu rouba a cena. O peixe de 25 quilos tem apenas um ano e meio e já é o 'rei' do pedaço. "Esse peixe vai crescer mais, vai chegar a 300 quilos", garante.
Produção no Paraná
O hábito de comer peixe, não só no Paraná como no Brasil, cresce a cada ano. Segundo Neukirchner, há cerca de cinco anos o consumo era de seis quilos per capita. Hoje, já está na ordem de 13 quilos. No Paraná, cerca de 125 mil pessoas trabalham no ramo e a tendência é que o Estado se torne o principal produtor do Brasil. "Assim que for liberada a produção de tilápia no Lago de Itaipu conseguiremos produzir mais peixe utilizando somente meio por cento da extensão do que produzimos hoje no Brasil inteiro", projeta o diretor de aquicultura da SRP.



