Importação de fertilizantes cresce nos portos paranaenses
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sexta-feira, 04 de outubro de 2013
Reportagem Local 
A importação de fertilizantes pelos portos de Paranaguá e Antonina registrou alta de 12% até agosto. Foram 6,3 milhões de toneladas de produtos importados, contra 5,7 milhões no mesmo período do ano passado. Melhorias na estrutura dos portos permitiram que a operação dos navios de fertilizantes se tornasse mais ágil, o que resultou em queda de até 80% no tempo de espera. No ano passado, nesta mesma época, existiam 53 navios aguardando ao largo para carregar fertilizantes nos portos paranaenses e hoje são apenas 11.
O superintendente dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino, explica que o resultado é reflexo de melhorias de gestão e logística e ganhos de produtividade, implantados desde 2011. "Estas melhorias ficaram bastante evidentes agora, com a queda substancial no tempo de espera dos navios. Isso se deve a um conjunto de ações, principalmente por conta da informatização de todo o processo de recebimento de fertilizantes e melhoria na gestão das balanças", explica Dividino.
Produtividade
De janeiro a agosto, atracaram nos portos paranaenses 319 navios para descarregar fertilizantes. No ano passado, neste mesmo período, foram 269 navios. Mesmo com a alta, foi possível registrar redução de 80% no tempo de espera dos navios. No comparativo com o ano passado, os seis berços dedicados à operação de fertilizantes tiveram ganho de produtividade média de praticamente 10%. O percentual de navios que não cumpriram prancha (produtividade mínima), caiu de 31% para 16% até agosto deste ano.
O sistema de conferência das cargas de fertilizantes foi modernizado. Foram retiradas as inserções manuais de dados no sistema, que geravam erros por dificuldade de leitura. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) instalou cinco contêineres-escritório na faixa do cais, que são usados pelos conferentes das cargas. Com a integração e informatização do sistema, a transferência de dados é eletrônica e ao chegar à balança, o caminhão passa apenas pela aferição do peso, sem riscos de envio do lote para o destino errado em função de dificuldade de leitura do canhoto.
O principal ganho, além da agilidade, é emissão das notas fiscais eletrônicas de cada caminhão, antes mesmo de o veículo chegar ao destino. Por outro lado, na retaguarda, está sendo realizado um esforço conjunto dos operadores de fertilizantes em otimizar os espaços para recebimento do produto e, muitas vezes, aumentando o turno de trabalho para conseguir atender a demanda e reduzir o tempo de atendimento.
"No contexto geral, a melhoria na produtividade reduziu custos de sobrestadia. O reflexo disso será direto na redução do custo do fertilizante para o produtor", afirma Dividino.


