Imagens de satélite facilitam expansão das usinas
Usineiros interessados em construir novas unidades também utilizam a experiência do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) para saber como conduzir de forma mais eficiente o novo projeto. Para auxiliar os associados na busca do local ideal para a expansão dos negócios, o CTC lançou um serviço que oferece imagens de satélite, associadas à análise de uma equipe de engenheiros agrônomos.
''É como se a usina passasse por uma tomografia, que determina onde o usineiro está e onde ele pode chegar. Serve para orientar na tomada de decisão, já que o mercado hoje é globalizado e requer um posicionamento estratégico por parte dos usineiros'', diz Tadeu Andrade. Segundo ele, o projeto surgiu a partir de uma tese de mestrado de um funcionário do CTC e já funciona há pelo menos oito anos. Quatro agrônomos e três técnicos estão envolvidos no serviço.
Andrade explica que as diferentes variedades de cana, pragas e doenças são identificadas por uma irradiação infra-vermelha. Um sensor, então, lê as diferentes etapas da cana e as informações são repassadas para um software que analisa os dados.
''A partir da combinação da imagem com as informações do banco de dados é possível identificar as variedades, a idade da cana, prever a produção, quantificar a área, ver se há falhas ou não e até descobrir focos de doença'', assinala Andrade.
''É também possível identificar se algum produtor não associado está plantando uma variedade CTC e cobrar o royalty na justiça'', completa o agrônomo. Até hoje, o Centro nunca precisou acionar a Justiça para reaver o dinheiro. ''Normalmente o produtor acaba se associando ao CTC.''
Conforme Andrade, todas as usinas associadas estão catalogadas no banco de dados do CTC, que existe desde 1979, assim como dados agronômicos e climáticos do País inteiro. ''Inclusive mantemos uma parceria com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e somos responsáveis pela previsão da safra brasileira'', ressalta o diretor.
O investimento neste serviço envolveu a capacitação dos funcionários, adaptação do software e compra das imagens de satélite de empresas especializadas. ''O associado paga somente o valor estipulado pela hora de trabalho do agrônomo que irá analisar as imagens.'' (M.G.)





