Ilhas do rio Paraná são zonas tampão
Ilhas do rio Paraná
são zonas tampão
As ilhas do rio Paraná foram consideradas zonas tampão na definição das áreas do Circuíto Pecuário Centro-Oeste. A partir de 1º de agosto o trânsito de animais suscetíveis a febre aftosa, provenientes das ilhas, estará proibido para o estado do Paraná. A resolução é da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e atinge mais de 300 ilhas, desde a foz do rio Paranapanema, na divisa do Paraná com São Paulo, até a foz do rio Iguaçu. A Seab vai intensificar a fiscalização volante na zona ribeirinha para evitar a entrada de animais para o Estado.
Segundo justificativa apresentada pela Divisão Sanitária Animal da Seab, as ilhas oferecem um risco sanitário porque elas podem funcionar como trampolim no trânsito de animais oriundos do Mato Grosso do Sul. O chefe da DSA, Felisberto Baptista, acredita que o impacto maior poderá ocorrer na Ilha Grande, a maior delas, que pertence a três municípios paranaenses: Altônia, São Jorge do Patrocínio e Vila Alta. Isso porque muitos pecuaristas paranaenses e do Mato Grosso do Sul mantém rebanhos na ilha.
O Ministério da Agricultura já definiu a amostragem dos exames de sorologia que serão realizados no Paraná. Serão colhidas 5.800 amostras em 208 propriedades, localizadas em 100 municípios. As propriedades e os municípios foram escolhidos por sorteio realizado pela equipe de consultores contratados pelo ministério. A Seab vai manter sigilo sobre a identificação dos municípios e das propriedades escolhidas, para não alterar o processo de sorologia, que terá que atestar as reais condições do rebanho, sem qualquer vestígio de maquiagem. (V.C.)





