Alguns frigoríficos estão bancando o custo da visita do técnico para realizar o serviço de identificação na fazenda, momentos antes do abate. Por uma brecha do Ministério da Agricultura, até o dia 30 de setembro fica valendo ''uma identificação e a inscrição no Sisbov pouco tempo antes de mandar os animais para o frigorífico.''
O Friboi, de Andradina (SP), que reúne seis plantas no Brasil (SP, MT, MS e GO), garante até o dia 30 de setembro o pagamento de R$ 1,50 em média por animal para que seja realizado este serviço. ''Depois disso tudo será uma iccógnita'', garante o responsável pelo setor de compra, Artemio Listoni.
Segundo ele, a responsabilidade sobre a rastreabilidade na propriedade não deve ser da indústria, ''que já atende às exigências do Ministério e do mercado internacional.''
Para ele, é o Ministério que deve esclarecer ao pecuarista sobre suas responsabilidades. ''A exemplo da vacinação da contra aftosa, é o produtor que tem a responsabilidade de implantar a rastreabilidade. Se ele não fazer isso, a indústria não terá como atender o cliente internacional e, consequemente, essa carne deverá ficar no mercado interno, baixando os preços pela maior oferta do produto.''
O Friboi tem um abate diário de quatro mil animais; metade deste volume vai para o mercado europeu.

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