Além das características agronômicas, o trabalho de melhoramento busca desenvolver cultivares levando em consideração o sabor e a relação do açúcar com a acidez. Segundo explica o pesquisador da Embrapa Clima Temperado responsável pelo projeto, Sandro Bonow, a intenção é investir em características que atendam às necessidades de mercado, não só por parte dos produtores, como também dos consumidores, como sabor doce, tamanho médio e cor avermelhada.
As variedades desenvolvidas na década de 1970 pela Embrapa, embora bem-sucedidas, tinham foco bastante voltado à indústria e, por isso, apresentavam acidez maior, o que não atrai tanto o consumidor quando o foco é o consumo da fruta fresca.
As variedades norte-americanas, por outro lado, são mais doces – aspecto muito apreciado pelos brasileiros – e foram desenvolvidas com foco no mercado, levando em conta características como tamanho, cor e firmeza. As variedades asiáticas apresentam sabor doce ainda mais intenso e é por isso que os materiais estão sendo importados, principalmente, da Coreia do Sul, para atender ao que o consumidor brasileiro quer. "O foco sempre foi muito o produtor. Queremos pensar agora também no consumidor", completa Bonow. (Reportagem Local)

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