O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) tem atualmente sete variedades de trigo no mercado. Uma das principais é a IPR 85, já há uns 10 anos no mercado. Classificada como melhoradora, a variedade é voltada para regiões mais quentes e tem boa adaptação em solos ácidos. ''A qualidade tecnológica é muito alta. Tem alto teor de glúten e serve para ser misturada com farinhas mais fracas'', completa Carlos Roberto Riede, pesquisador do Iapar.
Lançada em 2009, outra variedade do instituto que tem sido bem aceita é a IPR 144. Material panificador, tem força de glúten de 287 e boa resistência à brusone. Segundo Riede, essa cultivar se encaixa bem no novo padrão de classificação, que prevê por exemplo alteração de valor mínimo de força de glúten de 180 para 220.
O pesquisador ressalta que o Iapar desenvolve variedade de trigo desde a década de 1970. Porém, somente na década de 1990 a pesquisa se voltou ao melhoramento da qualidade dessas cultivares. ''É recente esse trabalho, antes era priorizada a produtividade'', exemplifica. E agora com as novas medidas, a pesquisa deverá se voltar ainda mais para o quesito qualidade, adianta Riede.
Na opinião do pesquisador, com o novo padrão de classificação do trigo, toda a cadeia terá que evoluir junto. ''O novo padrão é positivo, a indústria deverá comprar mais o produto nacional e isso é interessante para o produtor''. Quanto ao que está sendo pesquisado, Riede adiantou apenas que há um novo trigo melhorador na forma. ''Temos trabalhado com fontes resistentes a doenças e explorado a variação genética'', conclui. (E.Z.)

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