O recurso de R$ 3,2 milhões que o Instituto Agronômico do Paraná recebeu da Secretaria de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior (Seti) na semana passada deverá estimular a produção do Programa de Produção de Sementes Genéticas e Básicas. Segundo o presidente do instituto, José Augusto Picheth, cerca de três mil sementes - das principais culturas desenvolvidas pelo Iapar, entre elas feijão, arroz, café, milho, trigo, triticale e sementes para adubação verde - serão desenvolvidas nos próximos meses.
Picheth destacou que em torno de R$ 2,6 milhões serão usados para o custeio e investimento para a produção das sementes e cerca de R$ 560 mil para a compra de equipamentos e melhoria dos laboratórios. ''Os investimentos vão passar por todas as partes do instituto, do setor de recursos humanos até a compra de equipamentos dos mais simples aos mais sofisticados'', frisou o presidente do Iapar. Com os recursos, por exemplo, já foram comprados oito tratores e serão adquiridos seis veículos para melhorar as condições de viagens de técnicos e pesquisadores, além de fertilizantes e corretivos, defensivos agrícolas, combustíveis, entre outros materiais.
Conforme Picheth, o principal beneficiado com a entrada dessa verba será o produtor. ''Com mais recursos podemos desenvolver mais e melhores sementes, quem sai ganhando é o produtor'', disse ele, destacando que o resultado dos trabalhos do programa de sementes será repassado para todo o Estado, desde o pequeno até o grande agricultor.
Sobre o programa de sementes e a importância das novas variedades desenvolvidas pelo instituto, Picheth comenta que as novas amostras aumentam a receita dos produtores. Ele cita o exemplo das recentes variedades de feijão lançadas entre 2007 e 2008, que são mais produtivas, mais nutritivas e mais resistentes a doenças e pragas. São sementes biofortificadas, adaptadas para resistir a algumas diversidades climáticas, informa o presidente do Iapar. Ele ainda explica que as cerca de três mil toneladas de sementes são as amostras básicas que vão para a multiplicação antes de serem distribuídas aos produtores.
O coordenador do projeto de produção de sementes genéticas e básicas, Alberto Barros, acrescenta que a semente é um excelente meio de transferência de tecnologia. ''É uma forma rápida e eficiente dos produtores terem acesso aos desenvolvimentos tecnológicos do setor'', frisa.
A secretária da Seti, Lygia Pupatto, comenta que o repasse de verbas faz parte de uma política de financiamento de projetos para o Iapar que começou em 2005. Até o momento já foram disponibilizados ao instituto cerca de R$ 10 milhões. Ela aponta que o recurso vai melhorar, por exemplo, os equipamentos de trabalho dos técnicos, como os tratores, cuja frota não é renovada há quase 20 anos. ''Nosso Estado é agrícola, o incentivo de um projeto como o de desenvolvimento de sementes vai potencializar nossa produção'', pontua Lygia.

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