Iapar e Embrapa Soja enaltecem ações em conjunto
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sexta-feira, 06 de maio de 2016
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
O caminho do desenvolvimento de tecnologias até chegar à aplicação na lavoura é árduo, e passa fundamentalmente pela assistência técnica que trabalha para a adoção dessas novidades pelo produtor rural. Portanto, a parceria e atuação junto aos órgãos de pesquisa é de muito valor. No caso do Instituto Emater, isso é feito de forma sistemática, com a instituição auxiliando bastante em diversas ações.
O Pesquisador da Embrapa Soja, Amélio Dall'Agnol, que atua no órgão de pesquisa desde sua fundação, há 41 anos, relembra que esta sinergia com a Emater sempre existiu. "O primeiro grande trabalho foi com o Manejo Integrado de Pragas (MIP), que teve muito êxito nas décadas de 1970, 1980 e agora está voltando novamente", salienta.
Aliás, o trabalho do MIP tem feito sucesso na região de Londrina com o extensionista Paulo Mrtvi, que divulga relatórios técnicos de como andam as doenças na lavoura pelo aplicativo WhatsApp. Segundo Dall'Agnol, os produtores têm percebido que o MIP, de fato, auxilia na redução de aplicações de agrotóxicos, diminuindo os custos de produção. "Somos uma empresa que desenvolve tecnologia e a Emater estimula a difusão e implementação delas. Duas instituições públicas cujo a parceria é necessária. Nem sempre o relacionamento foi da mesma forma, teve altos e baixos, mas neste momento é intenso".
O pesquisador complementa dizendo que um grande sonho seria que a pesquisa e a extensão fizessem parte de uma mesma empresa como, segundo ele, acontece nos Estados Unidos. "Aqui no Brasil, pesquisa, ensino e extensão estão separados. Nos Estados Unidos, tudo está em conjunto nas universidades. Eu acredito que esse relacionamento forte depende muito das direções de cada uma das instituições. Todos precisam entender a importância disso".
O diretor-presidente do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Florindo Dalberto, salienta que as duas instituições são "irmãs siamesas", já que são pesquisa e extensão públicas que fazem parte do mesmo sistema: a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab). "Em nosso caso, o sucesso de uma depende do sucesso da outra. A tecnologia não tem nenhum sentido se não se concretiza na propriedade rural, no bioma, na bacia hidrográfica, no mercado...".
Para Dalberto, o Paraná possui um modelo de pesquisa e extensão "inteligentíssimo", com métodos científicos que são importantes para ambas as ações. "Temos como exemplo disso as propriedades de referência e o sistema de treino e visita. São instrumentos de trabalho comuns. Todo o planejamento, execução e acompanhamento são conjugados pela Seab. O que precisamos fazer é cada vez mais aprimorar essas metodologias de gestão e outras ações para que o sucesso continue. Sem dúvida, essa metodologia do Estado tem sido modelo para todo o Brasil", finaliza. (V.L.)


