O produtor rural que visitar a área do Iapar no Show Rural, que começa nesta sexta-feira (6) em Cascavel (Oeste), conhecerá duas linhagens promissoras de mandioca, que serão apresentadas pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar).

A IPR União (nome fantasia) é dirigida ao setor industrial, por ter alto teor de amido. Segundo o pesquisador do Iapar Mario Takahashi, a IPR União produz 20% a mais de amido que a média das outras variedades, o que representa ganhos na comercialização de até 30%.

Takahashi afirma também que a linhagem é considerada tardia porque o ideal é que seja colhida entre 15 e 24 meses após o plantio. Em relação à produtividade, o pesquisador faz uma ressalva: "A União produz praticamente a mesma coisa que outras variedades. Mas como o mais importante é o teor de amido, ela cumpre bem o seu papel."

A outra linhagem é voltada ao consumidor final. Conhecida como Ivar, em homenagem ao produtor que cedeu material básico para pesquisas, ela leva em torno de 20 minutos para cozinhar, quando a média é de 30. "O consumidor sempre prefere a que fica pronta mais rápido", afirma o pesquisador.

No que diz respeito à saúde do brasileiro, Takahashi salienta outro aspecto importante. "A Ivar tem alto teor de carotenóide, que é o precursor da vitamina A. Logicamente não podemos comparar com outros alimentos, como a cenoura, mas essa mandioca poderá suprir parte das necessidades diárias de ingestão dessa vitamina", explica.

Ainda conforme o pesquisador, a linhagem deve ser colhida um ano após o plantio, quando a maioria dos produtores já colheu e vendeu a produção. "Isso possibilita preços melhores na comercialização, porque a oferta do produto será bem menor."

As duas linhagens estão em fase de registro no Ministério da Agricultura e ainda não estão disponíveis para comercialização.

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