Hotel de luxo
Para que a avicultura brasileira se mantenha no pódio das melhores do mundo, a eficiência começa pelo bem-estar das aves, que são criadas em galpões, recebendo um tratamento que mais se assemelha ao de um hotel cinco estrelas.
Cuidados que fazem com que um frango ganhe cerca de 2,4 gramas por hora e que, no frigir dos ovos, é capaz de transformar 1,86 quilo de ração balanceada em 1 quilo de carne nobre.
Uma matriz produz 130 pintos viáveis - uma ave a cada 1,9 dias, sendo que a cada duas horas é possível coletar um ovo.
Os que desejam iniciar na atividade podem contar com linhas de financiamentos, trabalhando ainda em integração com empresas, que pretendem também promover parcerias para a produção de ovos, como acontece no oeste de Santa Catarina.
Com um investimento inicial de cerca de R$ 40 mil, o produtor conseguirá criar 6,6 lotes/galpão/ano, recuperando o que aplicou em apenas dois anos.
Até os 42 primeiros dias de alojamento, as aves crescem e engordam para o abate, sendo que de 43 a 55 dias deve ser feita a limpeza nos galpões e, posterior, vazio sanitário.
Sobre as instalações, a produção moderna requer um incubatório, com máquina de incubação, o que acontece nos 18 primeiros dias, e o nascimento até o vigésimo primeiro dia.
É preciso observar alguns cuidados, que transformam o galpão num hotel de luxo para as aves, como aquecimento adequado, ração, água em quantidade e qualidade, sendo analisada constantemente, ventilação e temperatura.
''Se nos primeiros dias do pintinho, o aquecimento estiver deficiente pode representar uma perda de 5% de peso no frango, o que significa 10% na mortalidade do lote'', orienta Ícaro Fiecheter, diretor exectivo do Sindiavipar.
A alta tecnologia de desenvolvimento genético predispõe as aves a um crescimento rápido.
''Aí é preciso esclarecer uma coisa. Muitos médicos dizem que o frango cresce rápido porque a avicultura usa hormônios. Não é verdade. Em primeiro lugar a adição de hormônios é proibida pela legislação. A atuação do produto é mais lenta que o ciclo de vida da ave até o abate, que ocorre em 40 dias, não dando tempo para que tenha efeito. Hormônios também só agem se forem injetados.
Não dá para fazer isso num plantel'', explica Fiecheter, acrescentando que os produtores ainda precisam se preocupar com a nutrição e manejo das aves, o que além das instalações, representa alguns cuidados com a sanidade. (F.L.)





