Segundo o técnico do Deral Maurício Tadeu Lunardon, ao contrário do que foi divulgado na semana passada, por alguns veículos de comunicação, as perdas provocadas pela geada foram poucas na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), que é responsável por 70% da produção de hortaliças do Estado.
‘‘Os produtores sabem do risco de geadas nesta época do ano e por isso tomam medidas preventivas. A notícia de perda total é sensacionalista e de caráter especulativo,’’ garante o técnico.
No inverno, afirma Lunardon, principalmente na RMC, os produtores reduzem a área plantada, em função do risco de geadas, evitam áreas de baixada, cultivam espécies e variedades adaptadas ao plantio de inverno e protegem os canteiros com plástico ou TNT - tecido não tecido, ‘‘este último, é muito usado hoje em dia, pelo seu baixo custo em relação à plasticultura.’’
Algumas espécies como cenoura, beterraba, couve-flor e repolho, são mais tolerantes às baixas temperaturas e por isso, avisa Lunardon, dependendo da fase em que se encontram e da intensidade da geada, não sofrem prejuízos, mesmo sem proteção.
‘‘ As hortaliças de fruto, tomate, pimentão e pepino, típicas de verão, são bastante sensíveis ao frio e seu cultivo, nesta época, só é viável em ambiente protegido, assim como as hortaliças folhosas, alface, almeirão e agrião’’, recomenda. Esta informação, avisa Lunardon, é importante para evitar que notícias como as da semana passada, de perda total, provoquem uma disparada nos preços.
‘‘Um aumento nos preços das hortaliças, é normal nesta época, em função da menor oferta, mas é importante determinar, quanto do aumento é real, ou normal, em função da menor oferta, e quanto é especulação.’’
Na Ceasa Curitiba, ou seja, no mercado atacadista, segundo o técnico do Deral, já se observa alteração no preço de alguns produtos, principalmente nas hortaliças de fruto, cuja produção é mais afetada pelo frio. Por exemplo, a caixa de tomate, que no dia 18 era comercializada ao preço de R$ 10,00, no dia 25 foi vendida a R$ 13,00. O tomate longa vida, no mesmo período passou de R$ 13,00 para R$ 18,00. A caixa de abobrinha verde que era vendida a R$10,00 chegou a R$17,00. No mesmo período, o preço do chuchu passou de R$ 2,50 para R$ 4,50/caixa. A alface, a cenoura e a beterraba estão entre os produtos que não variaram de preço. (C.B.)

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