Nesta época do ano os técnicos começam a alertar os pecuaristas sobre a importância de já se pensar na alimentação dos animais durante o inverno. ‘‘Quem quiser produzir carne no inverno terá que programar sobras’’, avisa o agrônomo Pedro Katsuki, de Londrina.
Katsuki tem orientado pecuaristas em projetos para a produção de carne a pasto, com o manejo do pastoreio rotacionado e a vedação de parte das pastagens para garantir alimento ao gado durante o inverno.
PiquetesNa divisão das áreas de pasto em piquetes Katuski orienta ao pecuarista não exagerar no número de animais tanto no verão quanto no inverno. ‘‘O pecuarista que quiser manter 2 unidades animais por hectare no inverno terá que fornecer uma suplementação.’’
No pastoreio rotacionado, que pode ser feito o ano todo, o pecuarista separa as áreas de pasto com cercas, em piquetes, onde os animais ficam de dois a cinco dias. Há um rodízio, até voltar ao primeiro piquete, que demora entre 35 a 40 dias. Com isso há tempo suficiente para que o capim naquela primeira área pastoreada atinga um bom porte.
Esse manejo, garante o técnico, além de proporcionar boa oferta de alimento aos animais, pode ser responsável pelo aumento na produção de carne no verão. Já no inverno é preciso, dependendo das condições da área, fazer a adubação do pasto, fornecer suplementação no cocho ou ainda utilizar o chamado feno-em-pé, vedação ou pasto diferido.
Separando o pastoO pasto vedado ou diferido, consiste em separar, ainda no período das águas, parte das áreas de pasto da propriedade, evitando o acesso dos animais. Esse pasto separado agora só será utilizado depois como uma suplementação alimentar ou reserva de aimento, na seca, quando a produção de capim é escassa.
‘‘O pasto vedado agora poderá ser consumido de maio a outubro, época em que há escassez de capim’’, avisa o agrônomo Pedro Katsuki. Ele alerta também que dependendo do número de cabeças por hectare poderá haver necessidade de uma suplementação no inverno. Isso poderá ser feito com silagem de cana. ‘‘O capim não cresce no inverno. Quem quiser trabalhar com lotação alta de animais deverá ter (no inverno) uma suplementação para manter o rebanho.’’
SilagemO processo para fazer a silagem é idêntico ao milho, explica Katsuki, mas o produtor deve tomar cuidados como amolar facas de corte e cortar bem o material no campo, além de compactar bem no silo e usar um inoculante para melhorar a fermentação da cana. ‘‘O inoculante serve para que o material fique mais agradável ao paladar dos bovinos.’’
O feitio da silagem de cana facilita a mão-de-obra na fazenda. Ao invés de cortar cana todos os dias para fornecer aos animais o trabalho pode ser feito numa só operação e ensilado. A cana na forma de silagem, segundo o agrônomo, tem o mesmo valor nutritivo.

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