A Corol iniciou oficialmente esta semana a colheita da 9
safra de laranja que, até dezembro, deve movimentar 6 milhões de dólares na região; gerar empregos para 600 pessoas e garantir renda adicional para 150 (privilegiados) produtores nos 35 municípios onde há pomares. A soma da produção dos 3.200 hectares de laranja, alguns na primeira safra, deve chegar 1,3 milhão de caixas de 40,8 kg de matéria-prima ou 4 mil toneladas de suco, dos quais 70% são exportados para os Estados Unidos, Canadá, Israel e países da União Européia (UE).
Cerca de 50% da safra já foi contratada. As diversas marcas de suco do mercado interno recebem os restantes 30% da produção. Está prevista a comercialização de 200 mil caixas de fruta fresca.
É a 3 safra moída na própria indústria, implantada em 2001. Antes a industrialização era feita na Paranacitrus (da Cocamar, em Paranavaí) e a maior parte da produção vendida in natura.
A expectativa com relação a preços é que o mercado repita as mesmas condições, consideradas boas, do ano passado, 2,20 dólares por caixa. A quebra de 20% da safra nacional - Paraná não foi exceção - causada por problemas climáticos, não sinaliza com aumento de preços, ao contrário do que os produtores esperavam.
No entanto, a atividade para o produtor tem uma remuneração ''muito interessante'', porque seguramente garante mais que o dobro da soja em termos de rendimento líquido.
''O nosso produto tem uma qualidade muito boa e é apreciado em termos de côr. Temos qualidade em função de os pomares se situarem em áreas mais altas. O paladar da fruta é considerado excelente'' - segundo o presidente da Corol, Eliseu de Paula.
O engenheiro agrônomo Benno Roes, chefe do Departamento de Fruticultura, observa: ''O que diferencia o projeto da Corol é que ela está empenhada em enquadrá-lo no sistema de produção integrada, um sistema moderno e funcional. Na Europa, a partir do ano que vem não entram frutas frescas que não estejam obedecendo esse sistema de produção''.
''O sistema de produção facilita um tratamento padronizado que respeite bem os períodos de carência, o meio ambiente, o uso de produtos menos tóxicos e que não tenham nenhum traço de resíduo e ainda favoreçam o controle biológico'' - explica.
Controle de qualidade - A indústria está sendo enquadrada num programa de controle de qualidade da SGF, uma organização não governamental (ONG) que certifica o padrão de sucos no mundo.
''Estamos implantado programa de rastreabilidade que permite identificar de onde veio a fruta, qual a variedade, onde foi produzida e que tipo de tratamento recebeu no campo'' - explica Benno Roes.
A citricultura no âmbito da Corol trabalha com quatro variedades que possibilitam um bom escalonamento da produção e comercialização. A variedade Iapar 73, que é precoce e muito produtiva; uma variedade mediana, que é a pêra; a semi-tardia, que é a valência, e a tardia que é a folha murcha. Com essas variedades a colheita se estende durante seis meses e a fábrica roda mais espaçadamente, segundo Roes. Para o produtor isto é bom porque poderá escalonar a mão-de-obra de colheita.

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