Os produtores que investiram em tecnologia e apostaram em novidades no início da atual safra, colhem agora bons resultados. Clima favorável, máquinas adequadas, sementes e insumos certificados e legais têm proporcionado a alguns agricultores produção recorde. É o caso da região norte do Estado, onde o volume colhido de soja tem ultrapassado os 4 mil quilos por hectare (ha). A média do estadual, por sua vez, tem sido em torno de 3,1 mil quilos por ha, conforme levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão ligado à Secretaria de Estado e de Abastecimento (Seab).
Na Fazenda Pacaembu, em Tamarana (62 km ao sul de Londrina), o produtor Roberto Eidi Goto, plantou quatro variedades de soja em 726 ha, três delas pela primeira vez, e gostou do resultado da parte que já foi colhida. ''A cultivar que eu plantei pela segunda vez já havia rendido muito bem na última safra e foi ainda melhor agora'', afirma ele. A Nidera 5909 RR, segundo Goto, somou quase 4,1 mil quilos por ha.
Os materiais cultivados nesta safra como ''experiência'' também têm oferecido bons frutos. O Igra 628 RR, destaca Goto, alcançou os 3,8 mil quilos por ha. O produtor comenta que apostou em novas variedades nesta safra, com base em informações de colegas que já as haviam plantado e obtido bom retorno e também por meio da assessoria técnica. ''A gente sempre procura por maiores rendimentos, então temos que investir, e acreditar, nas novidades'', frisa ele.
Para alcançar novos pontenciais na sua lavoura, Goto procura renovar com frequência os materiais que utiliza. Cada um deles cultiva por dois ou três anos e depois os substitui. ''Buscamos novidade, mas sempre de olho na qualidade do produto'', diz o produtor, alertando para a necessidade de se utilizar sementes e insumos de boa procedência e certificados.
Além dessa segurança, procura a orientação de técnicos para saber se determinada variedade combina com o solo da propriedade e, assim, não cometer nenhum erro. ''O agrônomo conhece as sementes e sabe qual a população (número de planta por ha) é interessante plantar. Se o trabalho não começa bem feito e com os devidos cuidados, perdemos em produtividade'', afirma.
Feliz da vida também está o produtor Cezar Augusto Minami, cuja propriedade está instalada em Faxinal (76 km ao sul de Apucarana). Na Fazenda Iracema, com mais de 800 hectares, foram semeadas quatro variedades de soja. ''Duas delas, a CD 202 e a BRS 184, mantenho porque são estáveis e sempre dão bons resultados e as duas novas, TMG 1066 RR e NK 7059 RR, plantei em busca de maiores produtividades'', destaca Minami.
E as expectativas são boas. Esta semana, começou a colher a primeira parte da lavoura e acredita que a TMG renderá mais de 4 mil quilos por ha. No geral, segundo ele, a previsão média de toda a produção deve ser 20% maior que a última safra. ''É um conjunto de fatores: clima favorável, investimentos em tecnologia e novos materiais'', afirma o agricultor.
Minami diz que planta cultivares variadas por segurança e para equilibrar a produção. Então, opta por materiais de ciclo precoce e outros de ciclo longo. Quando parte já está boa para ser colhida outra está na fase final. ''Se chega tudo de uma vez, posso perder a produção; se tiver uma chuva também atrapalha. E não tenho máquina para uma colheita de uma só vez'', explica. Além disso, o produtor diz que cultivar variedades diferentes é importante para atender a fertilidade do solo.
''Estamos sempre procurando novidades'', informa Minami. Para isso, frequenta dias de campo, busca assistência técnica e conversa com agrônomos. ''Hoje há no mercado uma variedade de materiais, então precisamos de ajuda para escolher qual plantar, saber qual combina melhor com nosso solo e o clima da nossa região'', comenta. Desta vez, por exemplo, entre as novidades semeou cultivares de alta produtividade e resistente ao acamamento.

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