Máquina lançadas ao campo abrem expectativas para a produtividade da oleaginosa; clima seco e as altas temperaturas registrados em novembro e dezembro do ano passado podem derrubar estimativa de produ
Máquina lançadas ao campo abrem expectativas para a produtividade da oleaginosa; clima seco e as altas temperaturas registrados em novembro e dezembro do ano passado podem derrubar estimativa de produ | Foto: Saulo Ohara


A sorte foi lançada sobre os resultados da produção de soja paranaense na temporada 2018/2019. Com a colheita já na casa dos 15% - ganhando ritmo no Norte do Estado - e os números da quebra mais claros divulgados pelo Deral (Departamento de Economia Rural) da Seab (Secretaria da Agricultura e do Abastecimento), o sojicultor começa a projetar suas estratégias de venda da oleaginosa e também pensar no plantio do milho safrinha.

Nesta última semana, em que o Paraná recebeu pela primeira vez a nova ministra da Agricultura (Mapa), Tereza Cristina, justamente para a solenidade "Abertura Nacional da Colheita da Soja", em Apucarana, o clima era de otimismo pelas mudanças no comando do Ministério, mas também de uma "pulga atrás da orelha" sobre como a safra vai se desenrolar até o final da colheita. A reportagem da FOLHA traz nesta edição a projeção de meteorologistas, analistas de mercado, produtores e representantes de entidades ligadas a soja para saber a expectativa deste cenário ainda volátil.

A previsão da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) é de que a safra brasileira de soja atinja a marca de 118,8 milhões de toneladas, abaixo dos 120 milhões do ano passado. No Paraná, o volume da oleaginosa deve registrar uma redução de 14%, segundo o Deral. A estimativa inicial de uma safra de 19,5 milhões de toneladas foi reduzida para 16,8 milhões de toneladas. Um prejuízo de R$ 3 bilhões aos produtores, considerando preços médios de mercado.

O clima seco e as altas temperaturas registrados, principalmente nos meses de novembro e dezembro do ano passado foram os grandes vilões da safra. Agora, o medo está se as chuvas vão continuar tão espaçadas e irregulares daqui em diante. As regiões mais afetadas até aqui com as perdas foram as de Toledo, com redução de 39% em relação à estimativa oficial; seguida de Umuarama (25%), Campo Mourão ( 23%), Francisco Beltrão (22%) e Paranavaí (19%). No Norte, em que o plantio foi mais atrasado, a estimativa é de perdas de 10% a 15%.

O economista do Deral, Marcelo Garrido, relata que desde a safra 2011/12 o Estado não registrava grande frustração com a soja. O calor excessivo, inclusive, fez que a colheita fosse antecipada numa área de 5,4 milhões de hectares. "No ano passado, nessa mesma época a colheita ainda não tinha iniciado", comparou. O presidente da Aprosoja-PR, Márcio Bonesi, não titubeia em dizer que o veranico severo no final do ano passado tornou o ano difícil para o produtor, já que a "colheita será pequena". "E neste momento que precisamos do seguro rural, sabemos que aqui no Paraná ele não evoluiu da maneira que o produtor precisa", lamenta.

MILHO SAFRINHA

Em relação ao milho safrinha, os números do Deral são bem mais animadores. A projeção é de um plantio numa área de 2,19 milhões de hectares. Até o dia 21 de janeiro, a área plantada para a cultura no Estado era de 17%. A expectativa é uma produção é que atinja 12,6 milhões de toneladas, com uma produtividade projetada de 5,78 mil quilos por hectare. Até aqui, as lavouras estão em boas condições.

Abertura Nacional da Colheita da Soja, em Apucarana, reuniu autoridades, lideranças e produtores: clima era de otimismo pelas mudanças no comando do Ministério
Abertura Nacional da Colheita da Soja, em Apucarana, reuniu autoridades, lideranças e produtores: clima era de otimismo pelas mudanças no comando do Ministério | Foto: Saulo Ohara
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