Higiene é questão básica na prevenção, avisa técnico
O médico-veterinário Onésimo Locatelli, da Seab, em Jacarezinho, dá a mesma explicação que seus colegas para o caso. Ele também não vê gravidade nesse tipo de reação. Depois de sugerir uma série de atitudes na hora da aplicação - orientações essas que os técnicos de campo passam aos produtores e empregados da lida -, Locatelli tranquiliza os pecuaristas: ''a vacina contra aftosa no Brasil é extremamente eficaz e confiável. O processo de produção é extremamente técnico, e o Ministério é exigente na fiscalização''.
E prossegue: ''Tanto que houve uma grande evolução e, por conta dessa eficácia, entre outras mudanças, hoje o número de aplicações foi reduzido de quatro para duas campanhas anuais''.
O técnico lembra que essas inovações e introdução de novas técnicas, enfim, este avanço, ''tudo começou quando o paranaense José Eduardo de Andrade Vieira era ministro da Agricultura''. Produtores também reconhecem que o nível de exigência com relação à sanidade deu respostas econômicas ao setor e ao Estado.
Entre os cuidados recomendados na aplicação da vacina, Locatelli aponta o fator higiene como básico para evitar a contaminação da agulha, que deve ser trocada e esterilizada a cada 5 ou 6 animais.
A injeção subcutânea na tábua do pescoço - e não na parte traseira - como local apropriado para aplicação, evita o comprometimento de uma área de carne nobre, no caso dos animais que vão para o abate alguns dias depois.
Uma observação do técnico Antônio Araújo, do Mapa, com a qual Locatelli concorda, é a manutenção de uma agulha fixa no frasco para coleta do conteúdo vacinal. Isto evita que as agulhas que estão sendo usadas na pistola (que devem ser trocadas a cada 5 a 6 animais) contaminem o frasco.





