O índice acumulado de vendas de defensivos no período de maio do ano passado a maio de 97 chegou a 24,42%, dos quais os herbicidas lideraram os negócios, com participação de 42%. Segundo a Associação nacional de Defesa Vegetal (Andef), o fato é considerado pelos analistas do setor como ‘‘forte indicativo de que estão ocorrndo antecipações de compras para a safra de verão’, uma vez que a safra de inverno e a dessecação da atual safra não seriam suficientes para essa movimentação do mercado’’.
Na opinião do presidente executivo da Andef, Cristiano Walter Simon, a ‘‘recuperação do poder de compra dos agricultores’’, é outro fator importante do aquecimento dos negócios. O poder de compra, explica Simon, deve-se à ‘‘equalização de parte das dívidas agrícolas, com a securitização e a isenção do ICMS para produtos de exportação, aliando-se ainda os baixos estoques em âmbito mundial’’.
Níveis elevados de preços - atuais e futuros -, das principais mercadorias nos mercados interno e externo, ‘‘sinalizando uma boa rentabilidade para a próxima afra de verão’’, também pesam em favor da melhoria da comercialização de defensivos, segundo o presidente da Andef.
Embora menos do que os herbicidas, os fungicidas e inseticidas também apresentaram crescimento em maio. Mas, as vendas de acaricidas cairam - ‘‘tanto no mês de maio quanto no acumulado’’ -, ‘‘refletindo tendências climáticas que têm influenciado o setor de citros nos últimos três anos, com a presença de clima seco e frio inibindo o desenvolvimento de pragas e doenças na cultura.’’

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