Há mercado para mais produção
A produção nacional de triticale nesta safra é de 130 mil hectares (ha). O Paraná, apesar da redução na área plantada, ainda lidera a produção com uma área de 67 mil ha (ano passado o cereal estava em 89 mil ha), com o cultivo quase que igualmente divido nas regiões Norte (26%), Sul (25%), Oeste (24%) e Centro-Oeste (25%), segundo informações do técnico do Deral, Otmar Hubner. Além do Paraná, há cultivos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
O mercado do triticale, segundo Hubner, ainda é restrito divido à tradição do trigo na indústria alimentícia. O preço é regido tanto pelo mercado do trigo quanto do milho, dependendo destinação do cereal: ''para o mix com o trigo paga-se, em média, 90% do valor do trigo'', informa. Na substituição do milho, o triticale alcança de 70 a 90% do valor do grão.
Para o pesquisador da Embrapa Alfredo Nascimento Júnior, apesar de os moinhos não admitirem a utilização do produto no mix da farinha de trigo, o triticale possui um mercado bem estabelecido no País. ''Só uma indústria de São Paulo teria condições de processar sozinha a produção nacional, hoje em torno de 300 mil toneladas'', garante.
Na produção de ração, Nascimento Júnior afirma que o triticale pode substituir até 8% da dosagem de farelo de soja e 75% do milho, com registros de ganhos de peso superior ao da ração tradicional. O triticale pode ser usado ainda pelas indústrias de cola, a um custo bem menor que o do trigo. ''Precisamos aumentar a área de plantio'', resume.
O corretor de cereais Ermano José Clemente Marques, de Maringá, reforça para a necessidade do aumento da produção no País que dê garantias ao setor industrial na implementação de novas farinhas e produtos. ''O volume de triticale ofertado no mercado termina logo após a colheita'', garante. (C.G.)





