Há fila de produtores para entrar no sistema
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que responde pelas indústrias de aves e suínos, o relacionamento entre as agroindústrias e os produtores é bom, com alguns problemas pontuais envolvendo empresas menores.
O diretor de produção da ABPA, Ariel Mendes, salienta que quando se trata do Paraná, por exemplo, grandes players como BRF e JBS têm filas de produtores esperando para fazer parte do sistema de integração. "O relacionamento é bom. Ainda temos alguns problemas em certas empresas menores, mas está caminhando para algo saudável. Mais de 90% dos avicultores são integrados e, na suinocultura, em torno de 80%. É uma dependência de ambas as partes e avaliamos que é rentável para todos", analisa o diretor.
Segundo Mendes, muitas empresas já implementaram alguns itens do projeto de lei antes mesmo dele ser votado em Brasília. Um exemplo são as Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadecs), para a discussão local de formas de remuneração, custos de produção, entre outras demandas, em cada abatedouro. "As empresas já estão implementando isso antes mesmo da obrigatoriedade da lei, que traz um marco legal para o sistema. Hoje, a maioria das agroindústrias procura ser bem transparente. Com a aprovação da lei, todo o projeto fica claro, desde o momento em que o produtor resolver investir no aviário. Assim, todos ficam mais seguros antes de assumir um financiamento."
Para o representante da ABPA, tanto avicultores como suinocultores precisam se atualizar, inclusive no que diz respeito às instalações, mantendo bons níveis de produtividade. "Percebemos que muitos produtores pararam no tempo. Hoje a avicultura e suinocultura são atividades muito competitivas."
Em nota, o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) informa que "o sistema de integração avícola adotado no Brasil tem sido responsável pelo desenvolvimento e crescimento alcançando pela avicultura no Paraná". "Com o objetivo de estabelecer uma verdadeira parceria entre indústria e produtor, é necessário o diálogo entre a indústria e o proprietário do aviário, já que cada integradora possui princípios de remuneração específicos com o seu parceiro. A viabilidade desse sistema, portanto, está baseada no princípio da meritocracia, uma vez que os produtores recebem, por parte da integradora, os investimentos necessários à manutenção da atividade (pintainhos, ração, assistência técnica), cabendo à sua parte a responsabilidade pela eficiência da qualidade do produto da criação, o frango, que será fornecido às indústrias produtoras", diz a nota.
Ainda segundo informações do Sindiavipar, os investimentos são contínuos, visto que é uma atividade lucrativa e de alto rendimento. "Hoje o setor trabalha com galpões automatizados com regulação de ambiência. Além disso, a avicultura nacional e, especialmente a paranaense, trabalha com padrões de sanidade elevados regulamentados pelo Ministério da Agricultura, respeitando o período do vazio sanitário, sendo ele um dos responsáveis pelo grande destaque do status de sanidade do País", resume a entidade. (V.L.)





