A competição no mercado de desenvolvimento de cultivares está cada vez mais acirrada, principalmente quando envolve variedades transgênicas. Mas no que diz respeito à tecnologia de soja convencional, a Embrapa é praticamente única no setor. ''Acreditamos que há espaço para todos, transgênicos e convencionais'', frisa Alexandre José Cattelan, chefe geral da Embrapa Soja.
Ele destaca que a instituição tem materiais muito bons, tanto geneticamente modificados como não modificados. E como o olhar do mercado tem se voltado fortemente para o desenvolvimento de cultivares transgênicas, Cattelan acredita que o Brasil, por meio da Embrapa (que mantém fortemente pesquisas com soja convencional) pode entrar como alternativa, por exemplo, para mercados como China e Japão, os quais têm preferência por produtos convencionais. ''Isso inclusive é um atrativo para parcerias com multinacionais que trabalham com RR e precisam inserir materiais não modificados geneticamente. E nós temos isso'', acrescenta.
Para ressaltar a importância das pesquisas com cultivares convencionais, Cattelan aponta as parcerias com entidades que priorizam essas variedades. A Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso (Aprosoja), segundo ele, retém 70% dos agricultores da região e prioriza a soja convencional. ''Procuramos fazer trabalho de esclarecimento junto a esses produtores sobre todas as variedades'', destaca o chefe da Embrapa. Outra parceria da entidade é com a Associação Brasileira de Produtores de Grão não Geneticamente Modificados (Abrange), que estimula a comercialização dos materiais tradicionais. Entre outros parceiros estão Fundação Meridional e Associação de Produtores Orgânicos de Londrina (Apol). (E.Z.)

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