Neste mês de março, agentes do mercado trabalham com a hipótese de baixa. As indústrias moageira nacionais também não entram afoitas no mercado. Traders disseram que trabalham com a hipótese aumento da oferta no mercado físico, em termos de Paraná. Em termos de mercado mundial, com exceção da guerra - que pode provocar uma posição defensiva dos vendedores - não há outro fator mais forte a exercer influência sobre o mercado. Permanece firme.
Os operadores do mercado trabalham com os números do último relatório norte-americano, divulgado no início de fevereiro pelo Usda. Segundo o relatório de oferta e demanda, a produção norte-americana de soja em grão deve atingir 74,29 milhões de toneladas na safra 2002/03, contra 73,20 milhões de t estimados em novembro último.
Os dados sobre exportações mantêm elevadas as suas estimativa, devendo representar 25,31 milhões de toneladas, ante 24,49 milhões da estimativa do relatório passado. Os estoques finais tiveram elevação e estão estimados em 5,16 milhões de t, contra 4,76 milhões de t da última estimativa.
O Brasil deve produzir cerca de 49,0 milhões de t, mantendo a mesma quantidade estimada no mês passado. A maioria dos analistas fala em 50,2 milhões, mas o mercado prefere números mais conservadores. Os nossos estoques finais devem atingir o nível de 10,19 milhões de t. A Argentina deve produzir 33,5 milhões de t, o que representa um aumento de 1,0 milhão de t e leva a um estoque final de 10,20 milhões, frente aos 9,70 milhões de t, estimados no relatório anterior.
Dessa forma, a produção global apresentou alteração em sua estimativa, elevando-se para 190,89 milhões de t, ante 188,80 milhões de t estimados anteriormente. Os estoques finais globais apresentaram forte alta, sendo elevados para 30,65 milhões de t, ante 29,35 milhões estimados no mês passado.

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