GUACO
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de dezembro de 2002
Máximo Ghirello (*) 
Hoje vamos falar do Guaco, uma erva que atua no pulmão e intestino grosso.
Nome científico - Mikania glomerata spreng
Nomes populares - Guaco, Guaco-liso, Guaco-de-cheiro, Erva-das serpentes, Apo-catinga, Guaco, Cipó-sucurijui, Erva-de-sapo, Coração-de-jesus, Erva-cobre, Guaco-trepador.
Família - Compositae
Habitat - É originaria do sul do Brasil e em campo aberto é sensível a geadas.
Características - A planta se desenvolve como trepadeira arbustiva, lenhosa e sem gavinhas (garras para se prender), com caule volúvel, cilíndrico e ramoso. As folhas de cor verde-brilhante são opostas e quase triangulares. Exala um forte aroma quando são esfregadas ou partidas.
As flores têm coloração branco-creme. O guaco possui aroma característico que se acentua durante a fervura. Na época da floração, torna-se um planta muito procurada pelas abelhas melíferas.
História - Originário do Sul do Brasil, o guaco, vegeta na Argentina, Paraguai, Uruguai e especialmente nas regiões sul e sudeste do Brasil.
Recebe também o nome de erva-das-serpentes, pois em regiões infestadas por ofídios venenosos o guaco costuma ser preparado como contra-veneno.
No Ceará só existe cultivada. Cresce muito, mas não produz flores.
Composição química - Óleo essencial: contém sesquiterpenos, taninos, saponinas, resinas, substancia amarga: guacina, cumarinas, guacosideo, substancias amargas, açucares, pigmentos.
Propriedades terapêuticas - O guaco é usado como broncodilatador útil no tratamento das crises de asmas, da tosse, bronquite e do chiado no peito com cansaço, sem causa aparente.
Atua relaxando a musculatura lisa das vias aéreas, principalmente brônquios.
Para estados gripais, febres, catarro bronquial, asma brônquica, anti-séptico das vias respiratórias, reumatismo, tosses rebeldes, afecções pulmonares, tomar: três xícaras de chá ao dia durante 10 dias (adulto)
Tintura: 15 gotas diluídas em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias (adulto).
Pode-se usar a tintura ou o chá.
Ervas de corte - Colher os ramos com a folhagem e manter o buquê da erva em potes com água na cozinha. Usar as folhas em decoção sempre que houver necessidade de tonificar os pulmões.
Contra indicação -
Não há referências na literatura consultada. Parte da planta empregada:
folha.
Cultivo - Reproduz-se por estacas do caule (método de estaquia).
Preparam-se as estacas com cerca de 25 cm (4 nós), deixando apenas 2 pares de folhas na parte superior.
O transplante após o enraizamento no viveiro deve ser perto de uma parreira para que a planta possa subir.
O solo deve ser rico em nutrientes, terra de boa qualidade, areia grossa, húmus e esterco em partes iguais.
A poda para a colheita das folhagens deve ser feita após 6 meses de plantio no jardim.
Antes disso a erva pode sentir e secar.
Colher os ramos no período da floração, antes das primeiras geadas - Março, Abril e Maio.
Na secagem, separar as folhas dos talos.
No canteiro de 1 m2 pode-se colocar uma muda com uma parreira para subir.
O autor é especialista em plantas medicinais e idealizador do Herbarium Maximiliano (Campinas/SP). Tel: (019) 3258-4741- 910-32202
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