Grupo se uniu para investir na agricultura
Duas fazendas formam o Grupo Paraíso de Mimoso do Oeste, na região de Barreiras (BA). São cinco agricultores que hoje investem na agricultura irrigada no Oeste baiano. O grupo é formado por gaúchos e paranaenses que chegaram à Bahia nos anos 80, à procura de melhoria de vida.
O grupo é formado pelos produtores Celso Polina, Jacob Lanck, Ricardo Bordim, Gladimir José Chies e Leori Geraldi. Jacob Lanck, que iniciou a formação do grupo, instalou-se na região em 1984, procedente do Paraná.
Dobrar a áreaO projeto de irrigação, que hoje possui nove pivôs centrais, foi iniciado em 1991, com 716 hectares. Em 1993, o grupo comprou mais uma fazenda e hoje são 900 ha de lavouras irrigadas, de um total de 1605 ha de terras.
Continuam no cultivo do feijão e agora estão investindo no café (300 ha), do qual já colheram uma safra este ano. As primeiras áreas de café foram plantadas em 1996. Daqui para frente a intenção é sempre dobrar a área de cultivo, afirma Leori Geraldi, que saiu de Palotina (PR) há quase 10 anos, para viver em Mimoso do Oeste.
Era do caféJá foi a era do feijão, da soja e agora chegou a era do do café, afirma Geraldi. A tendência, segundo ele, é fazer culturas perenes para reduzir os custos de produção das lavouras. Fora o café, este ano o Grupo Paraíso plantou 600 ha de soja e 400 ha de milho, mais 850 ha de feijão. Em 1999, deverá plantar 400 ha de soja, 200 ha de milho e 100 ha de café.
O feijão, que já rendeu bons lucros para o grupo, deverá ter área reduzida na próxima safra. Vamos apostar mais no café. Geraldi explica que o feijão teve alto custo de produção e baixo preço no mercado. Houve problemas com mosca-branca e mofo-branco. Mesmo assim, dos 850 ha de feijão, com um custo de R$1200 o hectare, a produtividade ficou em 40 sacas por ha, enquanto a produtividade nacional é de apenas 8 sacas/ha, e o lucro chegou a 100%, vendendo a saca ao preço médio de R$59.(C.B.)





