Grifes inspiram consumismo
Sempre que vai à concessionária da John Deere em Londrina, o economista Devancir Souza Dias não resiste ao seu espírito consumista. Tenho ligação com o meio agrícola e gosto da grife John Deere por ser uma marca que agrega valor aos produtos e representa tecnologia, explica.
No dia-a-dia, Dias costuma usar calças, camisas e sapatos da grife. Segundo ele, a qualidade das roupas é diferenciada e o preço, acessível, pois segue o padrão de outras marcas conhecidas no mercado. O próximo item da minha lista de compras será uma calça cargo, brinca.
Rodolfo Neri, gerente de peças da concessionária, conta que os agricultores procuram a loja em busca de peças para os maquinários e acabam se interessando por algum item diferenciado da vitrine. Muitos compram por impulso. Vêem uma miniatura na vitrine e levam para os filhos. Outros fazem coleção, aponta.
Segundo ele, a internet também tem contribuido para o aumento nas vendas da grife John Deere. O consumidor escolhe o produto pelo site da empresa e faz a encomenda na concessionária, diz Neri.
Há quatro anos, a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) resolveu investir na criação de uma grife própria. As primeiras vendas envolviam apenas bonés e adesivos da associação. A pedido dos próprios associados, novos produtos foram sendo criados para atender a demanda de criadores e tratadores, principais consumidores da marca.
Assim nasceu a Grife Nelore, que hoje já conta com mais de 80 ítens de vestuário, entre botas, calças jeans, camisas, jaquetas e chapéus nos modelos masculino, feminino e infantil, conta Clovis Pierini Mafra, licenciado da marca Nelore para todo o Brasil.
Hoje, a confecção dos artigos é feita por uma estilista contratada pela grife, que procura seguir as tendências atuais do mercado da moda. O preço é diferenciado, pois o consumidor tem acesso a produtos de qualidade garantida, afirma Mafra.
Segundo ele, os próprios consumidores procuram as novidades da grife e por isso, a maior parte das vendas é feita pelo telefone. Mas também participamos de cerca de 20 exposições agropecuárias ao longo do ano, assinala. (M.G.)





