A canola se apresenta como opção para a rotação de culturas necessária aos campos paranaenses. O cultivo de trigo não pode ser repetido todos os anos sob o risco de gerar instabilidade de rendimento e incidência de doenças e pragas. O pesquisador da Embrapa Trigo, Gilberto Omar Tomm, ressalta que a canola é ainda mais vantajosa por não ser hospedeira das doenças da soja e do trigo, pois não é uma gramínea ou leguminosa, e sim uma brassicaceae. A única exceção é o mofo branco, que pode prejudicar a soja que for plantada na sequência da canola, por isso a prática subsequente é o cultivo de milho.
O sistema radicular profundo da oleaginosa drena o solo e traz benefícios para a lavoura cultivada na sequência, que registra aumento de produtividade. Outra característica da canola que traz mais segurança ao produtor, explica Tomm, é o número maior de floradas. Caso a lavoura seja atingida por uma geada, uma nova florada permite a recuperação do rendimento e a redução das possíveis perdas. ''É uma cultura que protege o solo, diminui a incidência de doenças e gera retenção de fertilizantes para a cultura subsequente'', afirma.
A estimativa do pesquisador é de que a produção de canola cresça no País, inclusive no Paraná, graças ao risco menor e à alta liquidez do produto. Segundo Tomm, a pesquisa desenvolvida pela Embrapa foca no combate às principais doenças, como a canela preta, e no aumento da produtividade da cultura, além do aprimoramento das técnicas de manejo. ''Em dois anos, devemos ter desenvolvido híbridos com resistência a herbicidas para conseguir combater as plantas daninhas que atrapalham o cultivo em muitas áreas'', revela. Outra busca da Embrapa é pela adaptação da cultura para outras áreas, o que deve possibilitar o cultivo no Cerrado. O site da Embrapa Trigo (www.cnpt.embrapa.br) disponibiliza informações e orientações técnicas sobre a cultura. (M.F.)

mockup