O projeto agroindustrial da Kanebo é modesto, se comparado ao da Cooperseda. O extinto ‘‘pool’’ de 11 cooperativas planejou construir no Noroeste todo o ciclo produtivo da seda, dos ovos do bicho-da-seda à transformação do fio. A indústria de fios de Umuarama seria uma das maiores do mundo e ocuparia cerca de 2 mil trabalhadores. No campo, 2500 agricultores seriam chamados para entrar no negócio. Seriam investidos R$ 45 milhões.
O projeto ‘‘morreu’’ depois de dois anos e R$ 9 milhões inmvestidos. Agora os municípios de Umuarama e Xambrê, onde a Cooperseda construiu instalações, estão comprando os prédios abandonados, para repassá-los a outras empresas. Em Umuarama o secador, que custou R$ 1,6 milhão, foi vendido à Prefeitura por R$ 140 mil, parcelados em cinco anos. O secador e o terreno de 10 alqueires doado à Cooperseda pelo município, serão agora cedidos em comodato para a Kanebo. O secador começa a funcionar no mês que vem, para secar a safra 97/98.
Em Xambrê, a Prefeitura também comprou por pouco mais de R$ 1 milhão o labooratório de ovos da Cooperseda, também abandonado há quatro anos. O laboratório custou U$ 3,8 milhões à Cooperseda. O prédio será cedido para uma fábrica de alimentos de Umuarama instalar uma filial em Xambrê. Comprar as instalações foi a forma encontrada pelas prefeituras,de reaver os terrenos doados em 92 à Cooperseda. Os municípios estavam tão empolgados com o projeto - prometia ser a redenção econômica da região - que doaram os terrenos sem a cláusula de reversão, que prevê o retorno do terreno ao Poder Público se a empresa não cumprir o contrato.(V.M.)

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