Se por um lado os avicultores estão relativamente empolgados com o ano de 2014, por outro, as grandes indústrias paranaenses – ou pelo menos algumas delas – preveem crescimento significativo bem acima das expectativas da economia brasileira. Os industriais relatam que houve também um crescimento em termos de preço e agora buscam um equilíbrio entre alojamento, produção e comercialização.
O Grupo GTFoods, indústria avícola com matriz em Maringá, por exemplo, alcançou em 2013 o faturamento bruto de quase R$ 1,2 bilhão. O resultado representa um crescimento de 30,8% em relação a 2012, quando a empresa faturou R$ 913,6 milhões. Entre os fatores que contribuíram para este saldo estão os investimentos feitos nas plantas de abate e na modernização dos processos. Ao longo do ano também foram firmadas parcerias com empresas do setor de alimentos, houve aumento da demanda de produtos exportados, investimento em processos de gestão e governança corporativa, entre outras ações.
"Também fomos beneficiados pela alta do dólar, que influenciou nas exportações. Além disso, os preços das commodities se estabilizaram. Outro fator é que os valores das carnes bovina e suína tiverem crescimento significativo", relata o diretor administrativo da empresa, Rogério Gonçalves.
Segundo ele, a produção também continua em crescimento. Se em 2013 o abate girou em 480 mil aves/dia, para este ano a expectativa é de 510 mil aves/dia e em 2015 algo em torno de 610 mil aves/dia. Em relação ao faturamento, a expectativa é atingir a casa dos R$ 2,2 bilhões no ano que vem. "Se este ano repetirmos o cenário de 2013 estaremos muito satisfeitos. Temos que continuar trabalhando forte para evitar problemas sanitários e torcer para que o clima não atrapalhe a safra de grãos", salienta.
Em relação a exportação, a expectativa da GTFoods é continuar ganhando mais espaço frente ao mercado doméstico. Se em 2012, quando o setor foi impactado pela crise, a exportação representava 20% do volume total produzido, para 2014 a meta é atingir 35%. Com os resultados, o grupo entrou para a lista das dez maiores empresas exportadoras de frango do País, segundo ranking da Ubabef divulgado em janeiro. De acordo com o levantamento, a indústria concentra 1,3% dos embarques brasileiros. (V.L.)

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