Segundo o ministro José Fritsch, o setor da pesca e aquicultura por muito tempo ficou esquecido pelo governo federal. ''A retomada das atividades aconteceu no atual governo, com a criação da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca, que tem status de ministério'', explicou.
Dentre os atuais projetos da secretaria, Fritsch ressaltou o pagamento do seguro defeso, que garante aos pescadores um salário mínimo durante os quatro meses de piracema. O incentivo à maricultura - criação de ostras e mexilhões no litoral brasileiro -, a construção de recifes artificiais e a disponibilidade de crédito também são prioridades do governo.
Fritsch destacou ainda o programa Profrota, que viabiliza a compra de barcos de pesca oceânica, os quais permitem a ocupação da zona econômica exclusiva brasileira, além de garantir a navegação em águas internacionais. ''Os barcos custam até R$ 1,3 milhões e têm capacidade para alocar de 150 mil a 200 mil quilos de peixe'', assinalou. De acordo com o ministro, os maiores barcos da frota atual tem capacidade para apenas 15 mil quilos de carga. ''Os barcos serão construído no Brasil e financiados em até 18 anos para cooperativas de pescadores e empresas particulares'', disse Fritsch, lembrando que o governo também está trabalhando na construção de 12 terminais pesqueiros ao longo do País.
A deputada Selma Schonz, coordenadora nacional da Frente Parlamentar da Aquicultura e Pesca, explicou que o recadastramento dos pescadores, lançado neste semestre pela secretaria, é um ferramenta importante para o programa Pescando Letras, que visa incentivar o estudo entre os pescadores. ''Muitos ainda são analfabetos, pois têm dificuldade de acesso às escolas'', apontou. ''Além de organizar os trabalhadores, o projeto quer levar a inclusão digital às colônias'', afirmou a deputada. (M.G.)

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