A família do seo Antonio Dosso, de 63 anos, cuida de oito caixas de bicho-da-seda no sítio de 29 hectares na Zona Rural de Nova Esperança. Junto à esposa Maria José, 55, a filha Aparecida, 36, e o genro Dirceu Zaninelli, 37, o agricultor produz em média 500 quilos de casulos por mês.
  Há 21 anos na atividade, ele encontrou na sericicultura a renda para sustentar a propriedade, que além dos quatro hectares cultivados com amora, conta com uma área destinada ao café, à mandioca e à pastagem para algumas cabeças de gado de corte. ‘‘Me criei no café e se pudesse, cultivava só isso. Mas a gente tem que aprender a gostar daquilo que nos faz bem, então eu digo que, hoje, gosto mesmo é de bicho-da-seda’’, confessa.
  A renda mensal da sericicultura é de cerca de R$ 3 mil, divididos entre as duas famílias, e toda a produção é entregue ao entreposto da Fiação de Seda Bratac, na cidade. Segundo Zaninelli, a empresa fornece as lagartas, garante a compra da produção e dá toda a assistência técnica de que a propriedade precisa.
  Seo Antonio conta que começou a criação com cinco caixas e hoje já cultiva amora suficiente para aumentar a produção. O que impede, explica, é a falta de mão-de-obra. ‘‘Já estou ficando velho, a mulher também’’, brinca. ‘‘Mas por enquanto tá bom: quatro caixas para mim e quatro caixas para a minha filha cuidar’’, completa.
  Segundo o produtor, a netinha de quatro anos é a única que se interessa pelos bichinhos. ‘‘Ela é criança e encara a criação como brincadeira. Quero só ver se quando crescer vai querer continuar tocando a atividade.’’ (M.G.)

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