Carlópolis - A Associação dos Produtores Horti-Fruti de Carlópolis (APC) prevê uma produção de 3,5 mil toneladas de goiaba para a safra 2003. A estimativa representa um aumento de quase 40% na produção da fruta em relação ao ano passado. A colheita começou em janeiro e deve se estender até novembro. A goiaba não tem entressafra na região de Carlópolis (80 km ao sul de Jacarezinho) e o município é o principal produtor do Paraná.
A fruta está entre as principais culturas e emprega, direta e indiretamente, pelo menos, 700 pessoas o ano inteiro. Os produtores estão entusiasmados.
O gerente da associação, Luis Guilherme Salles Trindade, disse que o aumento confirma uma tendência de crescimento observada a partir de 2001, após perdas acentuadas devido a uma geada de 2000. Para ele este é o ano da recuperação do setor.
Segundo Trindade os produtores são médios agricultores que utilizam mão-de-obra local e investem em tecnologia o que tem garantido a qualidade da fruta.
''A demanda do produto aumentou devido à qualidade obtida na região'', garante. O aumento da produtividade nas colheitas do ano passado e início deste ano compensam a redução de 30% no número de propriedades que cultivavam a goiaba. Essa redução, segundo Trindade, foi motivada por vários fatores, inclusive o clima. ''A atividade exige dedicação e conhecimento.''
A variedade convencional da goiaba, vermelha e branca, abastece o mercado da região Sul do País. Já a variedade crocante é comercializada em todas as regiões via de São Paulo. Os produtores também comemoram a participação da entidade na Federação das Associações do Vale do Paranapanema (Fevale). Uma negociação da Fevale permitiu a retomada do fornecimento da fruta junto à rede de hipermercados paulista Pão de Açúcar.
A diretoria da associação também avalia que 90% das goiabas produzidas são consumidas por hipermercados de Londrina, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre são de Carlópolis.
A adoção de um sistema técnico de podas permite que haja produção de goiaba durante quase todo o ano. O prazo de consumo é, em média, de cinco dias, porém com o empacotamento a vácuo o prazo aumenta para quase 30 dias. Segundo os produtores, o empacotamento também agrega valor ao produto por estar associado à qualidade e empregar mão-de-obra.

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