Mercado de sementes em expansão

O mercado de sementes em geral está em expansão. Na soja, houve aumento de 10% na área plantada em 2003 e este ano é esperado um crescimento de 5 a 7%. No algodão, o crescimento deverá ser de 10%, segundo cálculos que a Syngenta considera ''conservadores''. Mas a empresa, que faturou US$ 552 milhões no Brasil em 2003, vê no País uma série de oportunidades. Segundo seu principal executivo, W.Fisher, em entrevista a Agência Estado, até setembro deste ano a empresa fará um investimento de US$ 1 milhão na construção de uma estação experimental para a produção de sementes de melões para exportação.

O projeto prevê também aumento nas vendas de sementes de flores e desenvolvimento de um projeto mercadológico em que a empresa fornecerá a semente e participará da venda do produto final, no varejo. ''Estamos revolucionando o mercado com a melancia sem sementes, vendida no varejo americano com a marca Dulcinéia'', avisa Antonio Aracle, da Syngenta. Tanto a melancia Dulcinéia quanto o tomate Ramo, que resiste mais tempo depois de colhido, serão vendidos no Brasil dentro desse novo conceito.



Aumento dos teores de proteína

Além da melhora das sementes com o aumento dos teores de proteínas no milho e na soja, há outras ações correlatas que têm ajudado a impulsionar o agronegócio. O uso intensivo dos chamados sistemas de proteção de cultivos é um deles. Segundo W. Fisher, a produção brasileira de grãos está se tornando cada vez mais competitiva por causa da disponibilidade de inseticidas e fungicidas de última geração que, aplicados corretamente, permitem à semente germinar bem, crescer e reproduzir grãos com altos teores de energia.

Ele disse, por exemplo, que a aplicação de um único inseticida, cujo custo é equivalente ao de uma saca por hectare, eleva a produção de soja em até 5 sacas por hectare. ''Na pior hipótese, as contas empatam, mas o produtor sai ganhando porque a lavoura fica livre do inseto''. A empresa, segundo Fisher, contratou 25 agrônomos para desenvolver esse produto no Brasil.



China quer financiar ferrovia

A China quer investir pesado em infra-estrutura de ferrovias no Brasil e receber, como pagamento, produtos do agronegócio, principalmente soja, algodão e álcool etanol, destinado à mistura na gasolina. Somente a demanda anual do país por soja chega a 30 milhões de toneladas e o Brasil pode ser o principal fornecedor. A informação foi divulgada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).



E diz que tem dinheiro para investir pesado

Alguns negócios já estão sendo fechados com cooperativas de soja do Paraná, São Paulo e Goiás. Há interesse da China em que a ampliação do comércio com o Brasil saia do papel. A China tem uma reserva para investimentos internacionais de US$ 400 bilhões e o país cresce a uma taxa anual de 5% a 8%. Os chineses argumentam que podem construir ferrovias no Brasil a um custo até 30% mais barato a partir do uso de tecnologias avançadas.



Congresso aborda apicultura de qualidade

Com o objetivo de discutir novas tecnologias no âmbito da apicultura mundial, será realizado nos dias 18 a 21 de maio o 15º Congresso Brasileiro de Apicultura. Local do evento será o Centro de Convenções de Natal, no Rio Grande do Norte. O tema principal será Qualidade e Padronização de Produtos e Equipamentos. A promoção é da Confederação Brasileira de Apicultores, Federação Apícola do Rio Grande do Norte e Sebrae. As inscrições devem ser feitas via internet, através da página www.congressodeapicultura.com.br.



Novas técnicas de limpeza e secagem

O Grupo Kepler Weber colocará no mercado no segundo semestre duas novas máquinas, uma de limpeza e outra de secagem de grãos. As máquinas foram demonstradas no Show Rural, em Cascavel, no início do mês. As máquinas de limpeza foram desenvolvidas para atender diversos portes de propriedade rural, em sete versões, com capacidades nominais variando de 30 até 300 t/h.



Eleições na Rural: chapa Novos Rumos já escolheu o vice

O candidato à presidência da Sociedade Rural do Paraná, Ricardo G. Strenger, da chapa ''Novos Rumos'', intensifica os contatos com associados visando as eleições de maio próximo. Esta semana foi escolhido o vice da chapa: Gustavo Garcia Cid, neto do precursor do gado nelore no Brasil, Celso Garcia, e de dona Francisca Campinha Garcia Cid. Ele comanda a Fazenda Cachoeira. A chapa ainda tem colaboradores como: Carlos Tibúrcio, Fábio Giocondo, Fernando Prochet, Marcelo Vezozzo e Ricardo Pereira.


O ataque dos gafanhotos

  "Pedágio, que não perdoa carga de feijão, alimento básico do brasileiro; impostos sobre a cesta básica, comida de pobre, produzida por pobres agricultores. E agora aumento da Confins, que não perdoa os produtos agrícolas, cobrando de forma indireta ou direta. Risco de invasão. Tudo isso para não falar do combustível mais caro do mundo, dos créditos que mesmo caro temos pouco acesso. Estou vendo uma núvem de gafanhotos atacando a agricultura das diversas formas. Gafanhoto ataca a eito. Vai comendo, expulsando. Há gafanhotos demais da conta. Sorte de tem planta soja. Para eles ainda sobra alguma coisa. Os outros estão trocando seis por meia dúzia. E a televisão falando de abundância, supersafra, etc".
Manoel J. Celestino Cordeiro , de Maringá

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