Zoneamento agroclimático é ampliado
O zoneamento agroclimático existe há alguns anos. A Folha Rural em reportagem recente mostrou a economia que ele já trouxe ao País. Mas o Ministério da Agricultura divulgou esta semana a seguinte notícia: O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ivan Wedekin, ''lançou'' hoje (10/12) o zoneamento agrícola (Zoagro) para o milho 2 safra (safrinha) no Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal, para o sorgo no Ceará, Paraíba, Pernambuco e Sergipe e para o feijão macaçar no Piauí. O anúncio foi feito durante audiência na Comissão de Agricultura e Política Rural da Câmara dos Deputados.
Wedekin anunciou também o zoneamento para o trigo irrigado e de sequeiro no Mato Grosso e de milho em Alagoas. Ele destacou ainda a importância desse instrumento para que os produtores possam aderir ao seguro agrícola oficial (Proagro). Os agricultores interessados em se habilitar ao programa devem consultar o site do ministério (www.agricultura.gov.br) ou buscar informações em cooperativas, sindicatos rurais e agentes financeiros.
O zoneamento agrícola é um instrumento que oferece informações e indicações aos produtores sobre a cultura mais adequada para cada município e a melhor época para plantá-la. O Zoagro usa dados acumulados em 30 anos por um sofisticado sistema de monitoramento e também mede o risco climático nas principais regiões produtoras do país. Além disso, indica os melhores tipos de solo e de sementes, a fim de reduzir as perdas nas lavouras, garantir o abastecimento e manter o equilíbrio dos preços dos produtos.

Curso sobre orgânicos em Maringá
A prefeitura de Maringá vai oferecer, em fevereiro de 2004, ''Curso Especial de Capacitação em Agricultura Orgânica''. Também haverá palestras sobre pecuária orgânica, criação de bovinos a pasto com tratamento homeopático; gestão da propriedade rural, formas de administração, gerenciamento e organização das propriedades. As fichas cadastrais já estão sendo distribuídas aos produtores através da Diretoria de Agricultura, Emater e Sindicato Rural. Devem ser devolvidas até 10 de janeiro. Fone (044) 221-1409, e também na Emater, com Jorge Ogassawara, pelo fone (044) 262-4181.

Manual sobre pragas e doenças da uva
A Embrapa está lançando o livro Uva para Processamento - Fitossanidade. Doenças e pragas são hoje um dos maiores entraves para o desenvolvimento da cultura da uva em todo o mundo. Os métodos de controle utilizados precisam ser eficazes, além de manter um custo de produção competitivo no mercado. No manual, os produtores encontrarão indicações para o manejo correto da videira no que se refere aos aspectos sanitários.
O controle de doenças não se limita ao tratamento químico, mas é um conjunto de métodos capaz de preservar a sanidade da planta. O manual apresenta tecnologias que aumentam a qualidade do produto, especialmente no que se refere à sanidade do material propagativo e ao uso racional de defensivos agrícolas.
O livro, está à venda por R$ 20,00 na Livraria Virtual da Embrapa, por meio do site www.sct.embrapa.br/liv ou do telefone (61) 448-4236.

Nova lei organiza produção de orgânicos
A produção, certificação e comercialização de produtos orgânicos no Brasil, têm nova lei. O Congresso Nacional aprovou no dia 28 de novembro o projeto de lei que determina regras e diretrizes básicas para os orgânicos. A nova lei, que espera sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, define o que é produção orgânica e tenta acabar com a confusão de conceitos, rótulos e marcas.
De acordo com o projeto, o sistema orgânico de produção agropecuária e industrial abrange os denominados produtos ecológicos, biodinâmicos, naturais, regenerativos, biológicos, agroecológicos e da permacultura (agricultura orgânica sustentável).
A produção orgânica no Brasil, segundo estimativas oficiais, movimenta entre US$ 90 milhões e US$ 150 milhões por ano. No mundo, a produção chega a US$ 24 bilhões.

Certificação de órgão oficial
A nova lei dos orgânicos, recém-aprovada, estabelece responsabilidades dentro do sistema. Os produtos orgânicos deverão ter a certificação de um organismo oficial. A qualidade terá que ser garantida em conjunto por produtores, distribuidores, comerciantes e certificadores.
Os produtores familiares de produtos orgânicos que vendem a produção diretamente ao consumidor poderão ser dispensados da certificação desde que previamente cadastrados no órgão fiscalizador e assegurado o rastreamento do produto. O poder executivo deverá regulamentar o processo de fiscalização da venda até a comercialização dos produtos nacionais e importados. As infrações à lei podem resultar em penas que vão desde a advertência até multas de R$ 1 milhão.

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