Ivaiporã discute agropecuária orgânica
  No próximo dia 20, em Ivaiporã (salão paroquial da Igreja Bom Jesus), o 2º Encontro Regional de Agropecuária Orgânica. A produção de alimentos orgânicos na região central do Paraná é uma nova alternativa agrícola, informa a assessoria da Emater-PR. Há potencial para ampliar a área; também aumenta o interesse de instituições oficiais e privadas e de agricultores familiares.
  Segundo o engenheiro agrônomo José Idílio Santos, gerente regional da Emater-PR, a produção de orgânicos começou há seis anos com o maracujá em São João do Ivaí. A região, que integra 22 municípios, tem bem definido os locais onde o sistema agrícola está convertido: café em Lunardelli e Arapuã; soja em Ariranha do Ivaí e São João do Ivaí; feijão em Arapuã; uva em Rosário do Ivaí e Godoy Moreira; olerícolas em Ariranha do Ivaí e em Ivaiporã no início do processo, além de leite obtido com homeopatia bovina em Ivaiporã, Cãndido de Abreu, Arapuã e Ariranha do Ivaí.
Mais informações: José Idílio M. Santos (43) 472-1877 e Sérgio Angheben (43) 472-2502

Pesquisador orienta
produção de silagem
  Que forrageira plantar? Qual o ponto correto de corte? E o ponto certo da colheita? Como evitar umidade?
  Foi para responder a essas e outras questões referentes à silagem que o zootecnista e pesquisador Luís Antônio Silveira Keplin, falou a estudantes e produtores durante dia de campo, realizado no último sábado, na Fazenda Experimental da Unopar, em Tamarana, a 60 quilômetros de Londrina. Consultor da Alltech e da Bayer, Keplin desenvolve projetos de silagem no Paraná e Rio Grande do Sul. O primeiro passo para uma boa silagem, é o planejamento: qual a raça será alimentada e o peso com o qual o animal será abatido. A partir daí, diz o pesquisador, define-se que espécie de forrageira será plantada e, se for o milho, o que é mais comum, qual a variedade de híbrido. É necessário também ficar atento para o ponto de colheita. O milho deve ser cortado a uma altura de 45 centímetros do solo, quando o híbrido apresentar 50% de estágio leitoso e 50% de farináceo duro. É o que ele chama de ‘‘linha do leite’’: quando a metade do grão já está maduro e a outra, ainda leitosa.

Técnicos vão
discutir hábitos
das minhocas
Conhecer a diversidade e a distribuição das minhocas na América Latina, determinar as espécies de minhocas com potencial de uso na produção de grãos, na floricultura, na horti-fruticultura e também na pesca, além de identificar as espécies ameaçadas de extinção. São alguns dos objetivos dos especialistas que devem participar do 1º Encontro Latino-Americano de Ecologia e Taxonomia de Oligoquetas que será realizado de 1 a 3 de dezembro, em Londrina, pela Empressa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
  ‘‘O papel das minhocas como isca para pescadores; sua importância para o solo e para a produtividade vegetal ainda é pouco conhecido na América Latina, por isso decidimos promover este que será o primeiro evento com o tema no Brasil’’, argumenta o organizador do evento, George Brown, pesquisador da Embrapa Soja.

É o próprio Sérgio Angheben que resgata a formação de um movimento parainstitucional chamado de Grupo Regional de Agropecuária Orgânica/GRAO, criado pela Emater para realizar a primeira edição do evento e que hoje conta com 10 participantes oficiais, inclusive de agricultores familiares representando a categoria. Ao quantificar resultados regionais o extensionista Sérgio enumera que já existem 70 agricultores com produções certificadas e mais de 100 outros no estágio de conversão da atividade tradicional para a produção orgânica.

Bichinho útil? elas
são ‘‘engenheiras’’
do solo
Segundo o pesquisador, as minhocas desempenham importante papel como engenheiras do solo, porque ao caminhar abrem caminhos no solo, que facilitam a infiltração de água. ‘‘Elas também tem a capacidade de transformar o solo, porque consomem lixo orgânico e devolvem à terra na forma de húmus, material usado como complemento nutricional em vasos, no caso da floricultura e mudas de horti-fruticultura’’, exemplifica.

Pesquisas parada por culpa
da ‘‘moratória branca’’
  Genes clonados de Bacillus thuringiensis, bactéria que produz uma toxina mortal contra a lagarta do cartucho, uma das piores pragas das lavouras de milho, estão congelados nas geladeiras da Embrapa sem utilização. Os genes foram clonados a partir de cepas selecionadas das bactérias em 1.750 amostras de solo, colhidas em 10 estados brasileiros. ‘‘Com a moratória branca que existe para as pesquisas com organismos geneticamente modificadas, os cientistas não podem bombardear as plantas e fazer testes de mortandade das lagartas’’, explica Fernando Hercos Valicente, pesquisador da Embrapa. A lagarta do cartucho causa perdas de 20% a 30% da produção do milho, mesmo com a aplicação de inseticidas químicos. (Veja na página 3 acusação contra o Ibama).

SERVIÇO
O evento é dirigido a biólogos, agrônomos, ecologistas, produtores e estudantes. O valor das inscrição é de R$ 150,00 para profissionais e R$ 100,00 para estudantes. Mais informações no site www.cnpso.embrapa.br/elaetao.

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